De acordo com a coluna Radar da revista Veja, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) estaria sendo convencido a disputar o governo de Minas Gerais, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como principal incentivador dessa candidatura. O próprio Lula já sinalizou publicamente a preferência por ter Pacheco ao seu lado no palanque mineiro, inclusive chamando-o de “futuro governador dos mineiros” durante evento em Mariana, em junho de 2025, e reiterando essa leitura em uma cerimônia em Belo Horizonte no lançamento do programa “Gás do Povo”.
Nesse evento em Belo Horizonte, Lula voltou a defender Pacheco como governador de Minas, fortalecendo a leitura de que a aliança entre os dois estaria consolidada em determinados momentos. No entanto, essa relação passou por abalos no final de 2025, após Lula anunciar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, posição defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A escolha provocou resistência no governo, que não enviou a mensagem de indicação e viu a sabatina ser adiada para 2026.
No fim do ano passado, Lula e Alcolumbre conversaram e fecharam um armistício, com o presidente assumindo que encaminhará a indicação de Messias ao STF no começo de fevereiro. A aproximação entre eles pode influenciar a posição de Pacheco, abrindo espaço para que Alcolumbre ajude na aprovação de Messias, conforme relatos da Radar.
A coluna também aponta uma mudança de cenário: Pacheco, segundo as informações, avaliaria deixar o PSD e se filiar ao União Brasil, partido de Alcolumbre. Nesse desenho, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), entraria como candidata ao Senado no palanque de Lula e Pacheco, com o mineiro ainda definindo o nome do seu vice e o outro candidato ao Senado.
Essas movimentações indicam uma reconfiguração significativa de alianças tanto em Minas Gerais quanto no cenário federal, com impactos para a corrida ao governo estadual, para o STF e para a formação de palanques em várias regiões. Como você lê esses sinais e qual impacto espera para Minas e para o Senado?

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