O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube (SPFC) aprovou o impeachment do presidente Julio Casares com 188 votos favoráveis, entre 223 conselheiros presentes. A decisão ocorreu durante uma sessão híbrida, realizada no Morumbi, conforme determinação da 3ª Vara Cível do Butantã. Para destituir o presidente, eram necessários 170 votos de um total de 254 conselheiros aptos a votar.
Milhares de torcedores cercaram o entorno do Morumbi para protestar contra Casares, em uma votação que dominou as últimas horas da noite de sexta-feira (16/1).
Com a aprovação, Casares ficará afastado temporariamente. O presidente do Conselho, Olten Ayres, deve convocar uma assembleia com os sócios em até 30 dias. Enquanto isso, o clube será comandado pelo vice-presidente Harry Massis Jr. O afastamento definitivo dependerá do resultado da Assembleia Geral com os sócios, prevista até o fim de 2026, quando deverá ocorrer a escolha do próximo presidente. O pedido de afastamento cautelar foi protocolado em 15 de dezembro de 2025. Além das acusações envolvendo a possível venda irregular de camarotes, Casares é acusado de gestão temerária e de venda de jogadores abaixo do valor de mercado.
Quem assume o SPFC é Massis Júnior, aos 80 anos, empresário e membro do grupo político Vanguarda, que integrou a coalizão que elegeu Casares. Massis Júnior é conselheiro vitalício desde 1964, dono do Hotel Massis e ocupa o cargo de vice-presidente desde 2021. Ele também esteve presente nas delegações das conquistas da Copa Intercontinental de 1991 e 1992.
Procurado pela Metropoles, o SPFC não se manifestou até a publicação da reportagem, e Casares ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto para os desdobramentos futuros.
O afastamento está relacionado a investigações sobre exploração clandestina de um camarote ligado à presidência do SPFC no Morumbi, em meio ao show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. O Ministério Público de São Paulo aponta suspeitas de corrupção privada no esporte e coação no processo. Um áudio divulgado pela imprensa envolve o diretor-adjunto das categorias de base, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa de Julio, indicando benefício financeiro com a prática. A intermediária envolvida afirma ter sido vítima de calote, o que levou o grupo a pressionar pela retirada da ação judicial, configurando o esquema clandestino.
A reportagem aponta que, após a notícia, Schwartzmann e Mara Casares solicitaram afastamento dos cargos em dezembro de 2025. O caso envolve também a venda de camarotes e rumores de irregularidades que vieram à tona com áudios revelados pela imprensa.
Quem ocupa hoje o posto de vice-presidente é Massis Júnior, figura de forte vínculo com o clube há décadas. Aos 80 anos, Massis é empresário e membro de um grupo político que apoiou a eleição de Casares, permanecendo no cargo desde 2021. Sua trajetória no SPFC inclui participação nas delegações dos títulos da Intercontinental Cup de 1991 e 1992.
Ainda não há confirmação institucional sobre próximos passos oficiais, e o SPFC não divulgou novo posicionamento. O caso envolve questões de governança que vão além do clube, envolvendo a gestão de patrimônio e futuras diretorias em uma das maiores tradições do futebol brasileiro. O que você pensa sobre o impeachment de Casares e as acusações que impactam o SPFC? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas.
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