A contratação do cantor Wesley Safadão para um show em Tucano, no interior da Bahia, foi bancada com verba da emenda Pix no valor de R$ 500 mil, o que gerou polêmica sobre o uso de recursos públicos.
Segundo a coluna de Tacio Lorran, do site Metrópoles, a Controladoria-Geral da União (CGU) questiona esse uso de dinheiro. A auditoria aponta que cinco emendas Pix somaram R$ 19 milhões para custear contas de água, luz, internet, aluguel de carros, combustível e o pagamento do show, ocorrido em 13 de junho de 2024, quando Safadão recebeu R$ 730,5 mil de cachê.
A CGU aponta irregularidades ao constatar que a prefeitura utiliza despesas básicas, como tributos, manutenção e contas da gestão, para custeio, em vez de destinar as emendas Pix a serviços diretos para a população, o que contraria as regras dessas emendas previstas pela Constituição.
As emendas foram enviadas pelos deputados Alex Santana, Félix Mendonça Júnior, Marcio Marinho e pelo senador Otto Alencar, todos da Bahia. A prefeitura sustenta que as emendas são decisivas para obras, festividades e despesas de custeio indispensáveis, defendendo que mantêm a máquina pública em funcionamento, fortalecem turismo e cultura e geram empregos e renda na região.
A administração afirma que as emendas ajudam a qualificar espaços urbanos e rurais, impulsionam a atividade turística e fortalecem a economia local, ao mesmo tempo em que asseguram serviços essenciais. A CGU, no entanto, classifica a prática como questionável sob as regras de aplicação das emendas Pix.
Qual a sua visão sobre o uso de emendas Pix para custear eventos e despesas básicas da prefeitura? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você encararia esse tipo de investimento público na cidade de Tucano.

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