Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG: a Reag e os times de futebol

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


A operação Compliance Zero expõe o emaranhado de fundos geridos pela Reag, gestora sob investigação por fraude e ligada ao caso Master. Pelo menos três grandes clubes de futebol aparecem conectados a esse universo: Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG. A relação vai da simples administração de recursos a investimentos milionários no alto escalão das agremiações.

No Corinthians, a Reag era responsável pelo fundo imobiliário da Neo Química Arena. Conforme dados do Banco Central, o fundo somava cerca de 672 milhões de reais em dezembro de 2025. Com a liquidação extrajudicial da Reag decretada pelo BC, o fundo ficou sem administração. Qualquer nova gestão depende de aval da Caixa, principal credora e detentora de garantias sobre o estádio.

A relação da Reag com o Palmeiras tem outra dinâmica: João Carlos Mansur, fundador da gestora, é notário torcedor e atua como membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização do clube, além de ter sido o torcedor mais votado para o cargo. O Palmeiras ainda não se manifestou publicamente sobre o tema.

No Atlético-MG, o foco recai sobre Daniel Vorcaro, dono do Master e ex-integrante do alto escalão do clube, afastado após ser preso na primeira fase da operação. Vorcaro detém 20,2% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Galo e investiu cerca de 300 milhões de reais na compra de participação no clube, via o fundo Galo Forte Fundo de Investimentos Participações Multiestratégica. A investigação aponta uso do fundo para desvio de recursos, com o próprio fundo sendo alvo de intermediação pela Reag.

Ainda no cenário, o BRB, patrocinador do Flamengo, tentou adquirir o Master, mas a transação foi vetada pelo Banco Central. Ao analisar a documentação, a autarquia identificou indicativos de fraude envolvendo 12,5 bilhões de reais, o que motivou a primeira fase da operação Compliance Zero. A Fictor, patrocinadora da base do Palmeiras, atua como parceira financeira de alto patrocínio (R$ 30 milhões por temporada), mas não é alvo das investigações.

O texto evidencia que o patrocínio do Palmeiras e a participação de Mansur em conselhos do clube, somados às ligações com o Atlético-MG por meio de Vorcaro, geram questionamentos sobre governança e a origem de investimentos no futebol brasileiro. As decisões sobre contratos, liquidações e credor Caixa devem atravessar o crivo das autoridades e das instituições financeiras envolvidas.

Como você encara esse cenário de governança e transparência financeira no futebol? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre os impactos desses investimentos no esporte.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Acelerando novamente: Kartódromo de Brasília reabre com corridas eletrizantes

Obrigado pelo pedido detalhado. Para cumprir fielmente todas as regras que você anexou (400 palavras mínimo, SEO, estrutura para WordPress, galeria de imagens...

Polícia Penal de Minas Gerais recebe viaturas novas

Belo Horizonte, Minas Gerais: na manhã desta sexta-feira, a Polícia Penal de Minas Gerais recebeu 15 novas viaturas em cerimônia realizada na Praça...

STF anula condenação de ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho

Resumo: o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, anulou a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, proferida no contexto...