O piloto de parapente Thiago Ohlson morreu na tarde de sexta-feira, 17, após sofrer um acidente durante um voo no Mirante da Praia Vermelha, em Penha, no litoral norte de Santa Catarina.
Ohlson era instrutor de parapente e ficou conhecido na região pela atuação no esporte, bem como pela passagem como voluntário na guerra da Ucrânia.
Em postagens nas redes sociais, ele relatou um estilo de vida intenso e autêntico. Em 11 de dezembro de 2025, escreveu sobre o campo de batalha: “No campo de batalha a gente não dorme… a gente descansa o corpo e a mente do jeito que dá.” A publicação foi feita pouco depois do seu retorno da Ucrânia, em novembro.
Após a confirmação da morte, amigos e colegas prestaram homenagens nas redes, destacando o espírito aventureiro de Ohlson e a dedicação ao esporte. Um deles descreveu a perda dizendo: “Sua partida deixa tristeza e silêncio”.
Condições climáticas também entram nos registros da tragédia. A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina havia emitido alerta para instabilidades na região, com previsão de temporais. O boletim apontava a passagem de uma frente fria, combinada com calor e umidade, elevando o risco de raios, chuva intensa, queda de granizo e rajadas de vento, com cenário considerado moderado a alto para a área do acidente.
Thiago Ohlson era piloto experiente, com registros de voos publicados desde 2014, especialmente no litoral catarinense. Com mais de 34 mil seguidores, ele também ganhou visibilidade ao relatar a sua participação como voluntário nas tropas da Ucrânia contra a invasão russa, fortalecendo a imagem de um atleta conectado ao mundo e à luta por causas.
A investigação sobre as causas do acidente segue em andamento, e não havia, até o momento, informações divulgadas sobre velório ou cerimônias oficiais.
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