Chance de um bilionário ocupar cargo político é 4 mil vezes maior, diz Oxfam

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Um relatório da Oxfam Internacional aponta que a probabilidade de um bilionário ocupar cargo público é 4 mil vezes maior do que a de uma pessoa comum. Em 2025, as fortunas dos bilionários cresceram mais de 16%, somando R$ 18,3 trilhões. A organização atribui esse avanço às medidas econômicas adotadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e aponta que Elon Musk, que apoiou a candidatura de Trump e chegou a ocupar cargo na Casa Branca, tornou-se o primeiro trilionário do mundo em 2025.

A Oxfam destaca que as ações da presidência de Trump, como a defesa da desregulamentação e o enfraquecimento de acordos que elevam a tributação das empresas, beneficiaram os mais ricos em todo o mundo.

Analisando dados de 136 países, a organização observa que, à medida que os recursos econômicos se concentram, o poder político também tende a se concentrar. Em 2023, mais de 11% dos bilionários ocupavam cargos governamentais. Um exemplo é Najib Mikati, considerado o homem mais rico do Líbano, nomeado primeiro-ministro em três ocasiões, apesar do apoio popular restrito.

Em uma pesquisa com mais de 2.300 milionários do G20, mais da metade considera que a riqueza extrema é uma ameaça à democracia. Já um estudo em 36 países aponta que 86% dos entrevistados concordam que os ricos têm grande influência política.

A Oxfam afirma que a desigualdade econômica desempenha um papel importante na deterioração dos direitos e da liberdade política, abrindo espaço para o aumento do autoritarismo. A organização também aponta que o domínio de grandes fortunas sobre a mídia e o mercado de inteligência artificial generativa é significativo, com controle de boa parte dos meios de comunicação e de quase 90% do mercado de IA.

Para enfrentar a chamada riqueza extrema, a Oxfam propõe medidas como tributação de grandes fortunas, regulamentação de lobbies entre governos e empresas, limites ao financiamento de campanhas e maior independência da mídia.

A desaceleração da pobreza é outro tema do relatório. Em 2022, 3,83 bilhões de pessoas viviam na pobreza. A organização estima que, se a tendência continuar, 2,9 bilhões devem permanecer na pobreza em 2050, representando um terço da população mundial. Mulheres, moradores de regiões racializadas e pessoas com deficiência são os grupos mais atingidos pela desigualdade social, com empregos de salários baixos e menos proteção.

Além da renda, a Oxfam chama atenção para a insegurança alimentar. Em 2024, cerca de 2,3 bilhões de pessoas enfrentavam vulnerabilidade moderada ou grave. Os preços dos alimentos subiram mais rápido do que os salários desde 2021, impondo um peso maior às famílias pobres. A saúde também enfrenta queda no ritmo de melhoria, com investimentos públicos em declínio, enquanto grandes farmacêuticas registram lucros elevados.

Em síntese, o relatório reforça que a riqueza extrema impacta democracia, direitos e bem-estar básico. A Oxfam aposta em reformas como tributação de fortunas, regulação de lobbies, limites ao financiamento político e independência da mídia para reduzir a desigualdade.

Você concorda com essas leituras sobre o peso da riqueza na política e nas políticas públicas? Deixe seu comentário com a sua opinião e as medidas que você acha que devem existir na sua cidade para enfrentar a desigualdade.

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