Muitos mistérios cercam Cleopatra, a rainha mais famosa do Egito. Embora sua beleza tenha inspirado livros e filmes, fica claro que ela estava à frente do seu tempo: já se dizia que, naquela época, ela usava batom vermelho e tomava banhos com leite de jumenta.
No Nordeste, o leite de jumenta é visto como “ouro branco”, conhecido por nutrir a pele e pelo potencial de apoiar a saúde em regiões com clima rígido e recursos limitados. Esse leite é estudado como possível salvação para o semiárido nordestino, pela sua composição e nutrientes.
Sua composição explica o interesse: baixo teor de gordura e calorias, alto teor de lactose e whey proteins, e baixa proporção de caseína, principal causa de alergias ao leite de vaca. Em estudos clínicos, entre 82,6% e 98,5% das crianças com alergia à proteína do leite de vaca toleram o leite de jumenta.
No Brasil, a venda formal de leite de jumenta é rara. A expectativa é de que, em 2026, haja avanço para abastecer bancos de leite nas UTIs neonatais, dado o seu potencial de se aproximar do leite humano. Pesquisadores da Universidade do Agreste de Pernambuco (Ufape) trabalham para que o leite de jumenta possa ser utilizado com segurança em unidades de terapia intensiva pediátrica, ainda neste ano.
Em síntese, o leite de jumenta reúne características que favorecem digestão e tolerância em alergias ao leite de vaca, oferecendo uma promessa real para a saúde infantil e para a malha de saúde do semiárido. E você, o que acha dessa frente de pesquisa e inovação para a saúde no semiárido? Compartilhe suas opiniões nos comentários abaixo.

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