Raul Jungmann, ex-ministro da Reforma Agrária, Defesa e Segurança Pública, morreu aos 73 anos, vítima de câncer no pâncreas. Nascido em Pernambuco, ele teve uma trajetória que atravessou o Legislativo, o Executivo e o debate público, destacando-se em defesa, segurança pública, reforma agrária e na construção institucional.
Sua atuação política começou na ditadura militar, atuando no MDB na década de 1970 e participando do movimento Diretas Já. Após a redemocratização, integrou o PCB e, mais tarde, ajudou a fundar o PPS, legenda pela qual ganhou projeção nacional.
Ele chegou a cursar Psicologia na UNICAP, mas não concluiu a graduação; a escolaridade aparece como ensino superior incompleto nos registros oficiais.
Jungmann foi deputado federal por Pernambuco por vários mandatos, destacando-se em política agrária, direitos sociais, segurança pública e relações institucionais, além de liderar quadros partidários e integrar comissões estratégicas.
Ao longo da carreira, Jungmann ocupou três ministérios: Ministro da Reforma Agrária (1999-2002) no governo Fernando Henrique Cardoso; Ministro da Defesa (2016-2018) no governo Michel Temer; e Ministro Extraordinário da Segurança Pública (2018-2019), criado para enfrentar a crise da violência, com foco no combate ao crime organizado e na articulação entre forças federais e estaduais.
- Ministro da Reforma Agrária (1999-2002), no governo Fernando Henrique Cardoso, período marcado por conflitos no campo e debates sobre política fundiária;
- Ministro da Defesa (2016-2018), no governo Michel Temer, aprofundando a relação civil-militar e a defesa da legalidade institucional;
- Ministro Extraordinário da Segurança Pública (2018-2019), ainda sob Temer. A pasta foi criada para enfrentar a crise da violência, com foco no combate ao crime organizado e na articulação entre forças federais e estaduais.
Mesmo após deixar o Executivo, Jungmann manteve influência no debate público, chegando a presidir o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e integrando conselhos e fóruns sobre democracia, desenvolvimento e governança.
Conhecido por um discurso direto e pela habilidade de articular alianças, Jungmann era visto como político de bastidores com forte atuação institucional.
O ex-ministro deixa a esposa e dois filhos. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o sábado (17/1), após agravamento do quadro clínico, vindo a falecer na noite de domingo (18/1).
A trajetória de Jungmann aponta para um legado de atuação institucional marcada pela defesa de políticas públicas em defesa, segurança e reforma agrária, além da participação ativa em momentos-chave da redemocratização brasileira. O que você acha do impacto dessa trajetória na política atual? Deixe sua opinião nos comentários para enriquecer o debate.

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