A televisão estatal do Irã, operada pela IRIB, virou assunto de polêmica ao ser hackeada neste fim de semana. O ataque exibiu mensagens de apoio aos manifestantes e imagens do ex-príncipe Reza Pahlavi, além de apelos para que agentes de segurança não apontassem armas contra o povo. O episódio durou apenas alguns minutos e acendeu debates sobre segurança midiática e censura no país.
As mensagens veiculadas criticavam o regime e estimulavam a população a continuar lutando pela liberdade. A Associated Press informou que o sinal da TV foi interrompido momentaneamente por uma fonte desconhecida. Também foram exibidos vídeos de Reza Pahlavi, com a equipe dele republicando as publicações nas redes sociais, ampliando o impacto político do hack.
No contexto dos protestos, o balanço de mortes já chegava a pelo menos 3.941, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency. O governo do ai Khamenei enfrenta forte pressão internacional em meio às repressões; os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, trocaram acusações sobre incentivar protestos e ameaças recíprocas entre Teerã e Washington.
As mensagens também ganharam repercussão por meio das redes de Reza Pahlavi, que pediu aos servidores públicos e às forças de segurança que apoiem a população e se posicionem pela liberdade do Irã. O conteúdo reforça a pergunta sobre qual papel a mídia tem diante de crises nacionais e quais são as consequências de intervenções midiáticas em tempos de grande tensão.
Este episódio ocorre em meio a uma onda de protestos que continua a desafiar o governo iraniano, com o mundo observando de perto as tensões entre Teerã e Washington. Como você avalia o papel da mídia nesses momentos de crise? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da discussão.

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