A rotina de quem ingressa na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) costuma exigir adaptação, mas relatos de recém-nomeados vêm chamando a atenção nos primeiros dias. Em um grupo privado de policiais veteranos no WhatsApp, surgem episódios que revelam tensão entre novatos e a corporação, com situações para lá de inusitadas.
Um caso ganhou destaque ao questionarem um agente se ele possuía a arma. Ele confirmou que sim, mas, ao ser acionado para prestar apoio na rua, revelou que havia deixado a arma em casa, pois “achou que não precisava dela”.
Outro relato envolve um novato flagrado mexendo na arma dentro da viatura, o que levou o chefe a adverti-lo. O rapaz, então, buscou tranquilizar o superior ao revelar que a arma estava descarregada, “pois havia deixado a munição em uma sala na delegacia”.
Em poucos dias, surgiram pedidos de exoneração, condutas inadequadas e devoluções rápidas de servidores às unidades de origem. Os relatos, alguns considerados chiliquentos, foram divulgados no grupo de veteranos.
Um dos episódios que chamou atenção foi o de um recêm-empossado que pediu exoneração quatro horas após assumir o cargo. O motivo: “Foi designado a uma delegacia onde não desejava exercer as atividades”.
Outro caso veio de um ex-integrante da PCBA que passou no concurso da PCDF. O agente exigiu que ficasse no plantão, ou pediria para “ir embora”, e a demanda não foi aceita, levando o policial de volta à Bahia.
Segundo veteranos, o ex-agente da PCBA não bateu o “recorde” de exoneração. Em outro episódio, uma agente, ao ser transferida para uma delegacia, quis privilégios específicos apenas por ser advogada, bateu boca com um delegado e acabou enviada de volta à unidade de origem.
O último episódio envolveu alguém desclassificado após exames na policlínica da corporação, que tentou tomar posse no DGP. Ao ser flagrado, disse: “Pensei que podia. Se colar, colou”.
O Metrópoles acionou a PCDF para comentar os casos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamentos oficiais e para que a cidade expresse sua visão sobre a atuação de recém-nomeados na área de segurança pública.
E você, o que pensa sobre a integração de novos agentes na PCDF e os dilemas enfrentados no início da carreira? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre o tema e ajude a enriquecer a discussão.

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