Irã: “Cortaram a internet para poder matar”, relatam moradores

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Resumo SEO: Protestos no Irã enfrentam uma repressão violenta durante o corte de internet, com milhares de prisões e milhares de mortos segundo organizações de direitos humanos. A passagem de Kapiköy, na fronteira com a Turquia, tornou-se uma das poucas rotas para informações de primeira mão. A crise acendeu um debate sobre legitimidade do regime e o impacto humano das ações de segurança.

Em meio a um apagão midiático, a repressão se intensificou após protestos que começaram com reivindicações econômicas e evoluíram para críticas ao líder supremo. O posto de fronteira de Kapiköy é cruzado diariamente por comerciantes e contrabandistas que tentam manter as condições de sobrevivência diante de uma economia deteriorada, com inflação alta e desvalorização da moeda.

No início de janeiro, a internet ficou cortada por cerca de dez dias. Embora alguns serviços digitais tenham sido temporariamente restabelecidos, foram novamente desligados, segundo monitoramento internacional. Autoridades disseram que a internet voltaria gradualmente, enquanto muitos iranianos enfrentavam dificuldades para se comunicar com familiares e buscar informações confiáveis.

Relatos recolhidos por entrevistados apontam um contexto de medo: quem ousa falar pode enfrentar represálias para si e para a família. Enquanto alguns descrevem o fechamento de vias públicas e operações de repressão, outros mencionam que, ainda que o hijab permaneça obrigatório, muitas mulheres passaram a não cobrir a cabeça em prática, marcando outra dimensão de protesto social.

Vítimas e brutalidade Em várias cidades, testemunhas disseram conhecer pessoalmente vítimas da repressão. De Teerã a Tabriz, relatos descrevem violência, prisões e mortes durante as ações de forças de segurança, Basij e da Guarda Revolucionária, em um cenário descrito por moradores locais como extremamente tenso.

As autoridades reconhecem prisões, mas o número divulgado é contestado por organizações de direitos humanos. Dados da Iran Human Rights apontam pelo menos 3.428 mortos, enquanto outras entidades elevam a estimativa acima de 10 mil. O governo sustenta que muitas dessas fatalidades envolvem apoiadores da República Islâmica ou vândalos, tentando deslegitimar as acusações de repressão generalizada.

Os relatos reunidos indicam que o regime perdeu boa parte de sua legitimidade entre a população, com muitos iranianos afirmando que o mundo os deixou à própria sorte. O debate permanece sem solução à vista, à medida que a repressão se estende e as informações continuam a chegar com dificuldades.

E você, o que pensa sobre a resposta oficial a esses protestos e as consequências para civis no Irã? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre o papel da internet, da imprensa internacional e das vozes locais neste momento delicado.

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