Meta descrição: Justiça Federal de São Paulo encaminha investigação envolvendo o empresário Nelson Tanure ao STF, sob suspeita de uso de informações privilegiadas no caso Master. O desdobramento envolve Gafisa, Upcon e Banco Master, com sigilo judicial, buscas e bloqueio de bens, e teve desdobramentos no MPF e na CVM.
A Justiça Federal de São Paulo enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação envolvendo o empresário baiano Nelson Tanure, por suposta ligação com o caso Master. Segundo informações do jornal O Globo desta terça-feira (20), Tanure teria utilizado informações privilegiadas na negociação de ações da Gafisa, da qual é acionista de referência. A apuração tramita em sigilo e foi atribuída ao ministro Dias Toffoli por possível conexão com o inquérito sobre o Banco Master, no qual Tanure também é investigado.
No mês anterior, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Tanure com as mesmas acusações, envolvendo uso de informações sigilosas na Gafisa. O caso também é alvo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A denúncia aponta que Tanure e o empresário Gilberto Benevides teriam feito uma série de movimentações para inflar o valor de mercado da Upcon, antes que a empresa fosse adquirida pela Gafisa, entre 2019 e 2020, em uma operação que envolveu ações com poder de voto, prática conhecida como insider trading.
A defesa de Tanure afirmou que o empresário tem décadas de atuação no mercado de valores mobiliários e jamais foi acusado de práticas delituosas nas empresas em que atua ou foi acionista. Segundo o advogado, Tanure lamenta a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e tem certeza de que os fatos serão esclarecidos no bojo do processo. Tanure já foi alvo de buscas pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), que apura irregularidades relacionadas ao Master, incluindo gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
A defesa também informou que o empresário teve bens bloqueados por decisão do ministro Dias Toffoli. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), Tanure seria “sócio oculto do Banco Master”, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, o que justificaria o bloqueio. Em nota, o advogado Pablo Neves Testoni afirmou que não há relação societária entre Tanure e o Banco Master.
O caso permanece sob sigilo, com investigações em andamento e novas informações esperadas conforme os procedimentos avançam. O que você acha dessa sequência de fatos envolvendo negócios, informações privilegiadas e controles do mercado? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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