O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da promotora de Justiça Renata Mamede, ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) devido às constantes falhas no fornecimento de energia no município de Uauá. A ação, em caráter de urgência, solicita que a Justiça determine medidas para regularizar o serviço e o bloqueio de valores das contas da concessionária, garantindo indenizações aos consumidores prejudicados e o pagamento de danos morais coletivos e danos sociais estimados em R$ 5 milhões.
A promotora lembra que o problema persiste desde 2023, sem solução eficaz na esfera administrativa, apesar das inúmeras reclamações da população local. As quedas de energia e as oscilações de tensão provocam prejuízos econômicos — como perda de alimentos e queima de eletrodomésticos — além de dificultarem o funcionamento de bombas d’água e impactarem a saúde, já que muitos exames e atendimentos dependem de energia estável.
A última interrupção ocorreu em 11 de dezembro de 2025, quando Uauá ficou cerca de 25 horas sem energia. O apagão comprometeu serviços essenciais e chegou a afetar o funcionamento do Poder Judiciário, levando ao cancelamento de audiências e à paralisação de serviços básicos para a cidade.
Renata Mamede aponta falhas graves na infraestrutura da rede elétrica local, com interrupções prolongadas, oscilações de voltagem e investimentos insuficientes para atender à demanda do município, além de problemas no atendimento aos moradores durante as crises.
Esta situação reforça a necessidade de soluções rápidas e eficazes para a cidade, que enfrenta impactos na economia, na saúde e nos serviços públicos devido à irregularidade no fornecimento de energia. Comente abaixo como você tem sentido os efeitos dessas falhas na localidade de Uauá e o que espera da atuação do MP-BA e da Coelba.

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