Israel, por meio de seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi convidado a se unir ao Conselho de Paz idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com o objetivo de vigiar a aplicação do plano de 20 pontos para pôr fim à guerra entre Israel e Hamas, conforme a agência EFE, citando uma fonte israelense familiarizada com o assunto. Por ora, não há confirmação de que Israel tenha aceitado o convite.
O Kremlin confirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu por canais diplomáticos a proposta de integrar o Conselho, segundo Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa.
Fontes próximas ao presidente francês, Emmanuel Macron, disseram que a França rejeitou a proposta, entendendo que o formato atual vai além da situação na Faixa de Gaza e levanta questões sobre o respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas que não podem ser questionados.
O organismo internacional, impulsionado pela Casa Branca para fiscalizar a aplicação do plano de 20 pontos para pôr fim ao conflito, conta com o aval do Conselho de Segurança da ONU. Ainda assim, existem vozes que avaliam que o Conselho pode se tornar um corpo paralelo às Nações Unidas para defender interesses de Washington. O Conselho de Paz seria presidido por Trump, que nomeou uma junta executiva formada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio; pelo enviado especial para Gaza, Steve Witkoff; pelo genro do presidente, Jared Kushner; pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; pelo diretor da Apollo Global Management, Marc Rowan; por Roberto Gabriel, assessor de Trump; e pelo presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.
Além disso, o presidente dos EUA convidou vários países para se juntarem como membros fundadores, por meio de cartas ou convites enviados aos seus líderes. Entre eles estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e seus homólogos da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; o rei da Jordânia, Abdu llah II, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
As informações são da Agência EFE.
Como leitor, o que você acha dessa iniciativa? Você acredita que um Conselho de Paz com membros internacionais pode contribuir para uma solução estável na região e no mundo? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Facebook Comments