O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, nesta quarta-feira, 21 de janeiro. Em tom firme, disse que “ama a Europa”, mas afirmou que o continente “não está na direção correta”.

A frase de Davos vem em meio a tensões sobre a Groenlândia, território dinamarquês. Trump indicou a intenção de tomar controle do território, inclusive por meio de compra, por motivos estratégicos, uma ideia que foi rejeitada por países europeus.
Na semana anterior, ele anunciou um aumento de tarifas de 10% sobre importações de países que não apoiarem a reivindicação de seu governo e avisou que poderia subir a 25% caso a “compra” da Groenlândia não seja concluída até meados de 2026.
Trump reiterou o apoio à ideia de que ama a Europa e quer vê-la prosperar, mas insistiu que alguns lugares da Europa não são mais reconhecíveis e sugeriu que determinados países poderiam nos seguir por esse caminho econômico, em sua leitura dos fatos.
Segundo o presidente, nas últimas décadas houve um consenso em Washington de que o crescimento ocidental dependeria do gasto governamental para migração em massa sem controle. Segundo ele, isso gerou empregos “sujos”, deslocou indústria pesada e substituiu energia de baixo custo por esse que chamou de “golpe verde”; e afirmou que esse foi o caminho seguido pelo governo de Biden.
Diante disso, países europeus, entre eles a França, defenderam a retaliação econômica a importações norte?americanas, apelidada de “bazuca”. A presidente da Comissão Europeia declarou, em Davos, que a escolha de Trump por tarifas é um “erro” e que “um acordo é um acordo” quando se trata de relações comerciais.
Essas declarações destacam o atual atrito entre as prioridades econômicas dos EUA e a visão europeia sobre cooperação e comércio, com reflexos esperados na política internacional e nos mercados globais.
Como isso tudo pode influenciar o seu dia a dia e as relações entre grandes potências? Compartilhe suas opiniões nos comentários: você acredita que medidas como tarifas e tentativas de redefinir territórios a partir de acordos comerciais vão moldar o cenário econômico nos próximos anos?

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