A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, teve apenas uma proposta apresentada. O certame ocorreu na última segunda-feira, 19, pela Prefeitura de Feira de Santana e contou exclusivamente com a participação de uma empresa vinculada ao grupo Core 3, responsável pela SAF do Fluminense de Feira. A informação foi veiculada nesta quarta-feira, 21, pelo portal O Exclusivo de Feira de Santana, e confirmada pela reportagem do Bahia Notícias.
Após o encerramento do recebimento de propostas, o processo entra na etapa de análise documental pela Comissão Especial de Licitação, que verifica se a proponente atende às exigências do edital antes da homologação oficial. O cenário já havia sido apontado pelo Bahia Notícias, com o Fluminense de Feira entre os principais interessados na gestão do Joia da Princesa.
GD Serviços Internet Ltda, empresa registrada como EPP e com sede em Feira de Santana, integra o grupo Core 3, que assumiu a SAF do Fluminense de Feira em 2022, com previsão de investimento mínimo de R$ 60 milhões no projeto esportivo.
O valor ofertado pela outorga foi de R$ 125 mil, conforme estabelecido no edital da Concorrência Maior Preço nº 95/2025. O contrato prevê a concessão para requalificação, operação, exploração comercial e manutenção do estádio.
ARENA MULTIUSO No plano apresentado, a proposta aponta para a transformação do Joia da Princesa em arena multiuso, com infraestrutura voltada tanto ao futebol profissional e de base quanto a outras atividades. Estão previstas áreas comerciais, espaços de hotelaria, turismo esportivo e a realização de eventos esportivos, culturais e corporativos.
A ideia central é ampliar o uso do equipamento ao longo do ano, reduzindo a dependência exclusiva do calendário de jogos e estimulando a economia local, especialmente nos setores de serviços e entretenimento.
Apesar da existência de uma proposta única, a Prefeitura de Feira de Santana reforça que o processo continua. A concessão só será oficializada após a validação completa da documentação exigida no edital e a homologação do resultado.
O Joia da Princesa voltou a receber jogos oficiais em 2026, sendo palco do Campeonato Baiano, da Série B do estadual e da final vencida pelo Bahia de Feira. O estádio também sediou confrontos do Bahia pelo Campeonato Brasileiro Feminino, além de jogos das categorias de base e do time principal.
A licitação faz parte de um planejamento iniciado ainda em 2025, quando foi publicada a Portaria nº 004/2025, responsável por instituir a Comissão Especial de Licitação. O modelo de concessão segue as diretrizes da Lei Federal nº 8.987/95, que regula concessões e permissões de serviços públicos.
Como você vê a transformação do Joia da Princesa em arena multiuso gerida pela iniciativa privada? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro do estádio.

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