O promotor de Justiça José Reinaldo Carneiro Guimarães afirmou que o esquema de venda ilegal de camarotes em shows no Morumbi, estádio do São Paulo FC, envolvia mais diretores do clube do que o imaginado no início da investigação.
No dia 21/01, a Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra três investigados: o diretor-adjunto de futebol de base Douglas Schwartzmann; Mara Casares, ex-esposa do presidente afastado Julio Casares, e uma diretora feminina, cultural e de eventos; e Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema. Na casa de Mara, foram encontrados R$ 20 mil em espécie, extensa documentação e a CPU de um computador. Schwartzmann e Rita Adriana não estavam em casa; ele viajava ao exterior e ela havia se mudado, embora, nos endereços dos filhos, houvesse anotações pertinentes.
O esquema consistia no repasse do camarote pela diretoria do SPFC a Mara Casares para a organização de um evento durante o show de Shakira. Mara teria chamado uma intermediária para vender ingressos, com tickets chegando a custar até R$ 2,1 mil. A prática já era considerada ilegal, e o áudio divulgado na imprensa mostra que a intermediária foi pressionada a retirar a ação judicial, revelando que se tratava de um esquema clandestino.
Após a publicação do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos, fortalecendo a suspeita de envolvimento de mais pessoas.
Impeachment em curso: Julio Casares foi afastado temporariamente da presidência do SPFC na última sexta-feira (16/01), após votação de 188 votos. Em seu lugar, Harry Massis Junior assume a presidência interina até a Assembleia Geral, que deve ser convocada em até 30 dias para confirmar ou não o impeachment. Se aprovado, Casares deixará o cargo definitivamente e Massis Jr. ficará no comando até o fim de 2026, quando haverá nova eleição para o posto.
Entenda o contexto: a investigação aponta que a irregularidade envolve uma camarotaria ligada à presidência do clube, no Morumbi, com crimes que o Ministério Público de São Paulo classifica como corrupção privada no esporte e participação em lavagem de dinheiro. Um áudio divulgado reforça a gravidade do esquema e o envolvimento de diferentes setores do clube na sua operação.
O São Paulo Futebol Clube informou, em nota, que foi vítima do caso e que colaborará com as autoridades para esclarecer tudo.
Galeria de imagens
Para ampliar a compreensão, a galeria acima reúne imagens relacionadas ao caso e aos envolvidos, fornecendo um panorama visual dos temas abordados.
Observação: as imagens com menos de 500px de largura foram desconsideradas para manter a qualidade do conteúdo visual.
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