Análise de restos humanos revela detalhes sobre 1ª pandemia do mundo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Meta descrição: estudo sobre a Peste de Justiniano, a primeira pandemia documentada, revela como a cidade de Jerash, na Jordânia, vivenciou mortes rápidas e enterros improvisados, com evidências de isótopos estáveis e DNA antigo que confirmam a peste bubônica.

O estudo, liderado pela pesquisadora Rays HY Jiang, da University of South Florida, foi publicado na Journal of Archaeological Science em 13 de janeiro e propõe ir além da identificação do patógeno, focando nas pessoas afetadas, em como viviam e em como era a morte durante a crise.

O sítio arqueológico de Jerash, analisado com técnicas de isótopos estáveis, revelou que a vala foi construída entre o séc. 6 e o início do séc. 7 d.C. e abrigou pelo menos 230 corpos enterrados um sobre o outro, com deposição rápida e sinal de colapso no sistema sanitário urbano. Em poucos dias, diversas pessoas morreram, e os rituais funerários comuns foram quase inexistentes.

Além disso, análises de DNA antigo confirmaram que todas as perdas foram causadas pela peste bubônica, deixando claro o impacto humano da doença naquela cidade.

Queríamos ir além da identificação do patógeno e focar nas pessoas afetadas, quem eram, como viviam e como era a morte durante a pandemia em uma cidade real. Os relatos anteriores identificavam o organismo da peste. O sítio arqueológico de Jerash transforma esse sinal genético em uma história humana sobre quem morreu e como uma cidade vivenciou a crise”, afirma Jiang.

A pesquisa conclui que a análise da cova coletiva, com base em isótopos estáveis e documentos arqueológicos da época, permite entender pandemias como eventos de saúde humana vivenciados pela população, e não apenas como relatos em textos da história.

Ao relacionarmos as evidências biológicas dos corpos com o contexto arqueológico, podemos ver como a doença afetou pessoas reais dentro de seu contexto social e ambiental. Isso nos ajuda a entender as pandemias na história como eventos de saúde humana vivenciados, e não apenas surtos registrados em textos”, finaliza Jiang.

Esta pesquisa oferece uma visão humana da primeira pandemia do mundo, ligada a uma cidade específica, ajudando a compreender como crises sanitárias moldaram comunidades antigas e suas respostas sociais.

Deixe nos comentários o que você achou sobre essa abordagem que valoriza a história real das pessoas afetadas por epidemias. Qual aspecto dessa perspectiva humanizada sobre pandemias mais chamou sua atenção?

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Grupo que vendia armas impressas em 3D para facção é alvo da polícia

Operação Shadowgun: Polícia desarticula rede de armas impressas em 3D no Brasil A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério...

PGR abriu auditoria e investigação após alerta sobre acesso de Vorcaro

Descrição SEO: PGR Paulo Gonet abre auditoria interna após acesso de Daniel Vorcaro a informações sigilosas, com apuração da PF sobre vazamentos e...

Morte da PM Gisele: desembargador foi a apartamento antes da perícia. Vídeo

Em São Paulo, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, 32 anos, foi atingida na cabeça dentro do apartamento em que vivia...