Um site de pornografia divulgou o Year in Review 2025, revelando os 10 países com maior consumo de conteúdo pornográfico online. Os Estados Unidos e o México aparecem entre os 5 primeiros, seguidos pela Filipinas em terceiro, com o Brasil e a Alemanha na sequência. Entre os demais no top 10 estão França, Itália, Reino Unido, Espanha e Canadá.
Pesquisadores lembram que a discussão sobre pornografia se aproxima da comparação com drogas. Em meados de 2024, Greg Cooper publicou artigo reiterando que o consumo pode gerar dependência física e mental, associada à liberação de dopamina no cérebro, neurotransmissor ligado à sensação de recompensa.
Na análise de dados, os Estados Unidos permanecem como principal consumidor, sustentados pela sua população. O México subiu para a segunda posição, influenciado pela queda da França, relacionada a mudanças regulatórias de verificação de idade. A Filipinas permanece em terceiro, com destaque para as tendências de pesquisa e o tempo gasto na plataforma.
O Brasil aparece em quarto lugar, subindo três posições, enquanto a Alemanha também ganha espaço. França caiu para a sexta posição; o Reino Unido caiu três posições; Itália, Espanha e Canadá completam o top 10.
Em termos de faixa etária, a maior fatia de usuários tem entre 18 e 24 anos (29%), seguida pelos 25 a 35 anos (23%). Curiosamente, 7% dos usuários têm mais de 65 anos, e as mulheres representam 38% do tráfego global.
Na Espanha, os dados destacam dados regulatórios de saúde pública: quase dois terços da população entre 15 e 64 anos já consumiram pornografia em algum momento, 29% nos últimos 12 meses e 18,2% nos últimos 30 dias. Entre estudantes de 14 a 18 anos, dois terços admitem ter visto pornografia, com a idade média de primeira exposição em torno de 11 ou 12 anos.
Sobre os modos de acesso, os celulares respondem por 87% do tráfego, ainda que haja leve queda em relação ao ano anterior. Computadores somam 11% e tablets 2%; o relatório aponta que, à medida que a tecnologia avança, o consumo ocorre por meio de diversas plataformas, incluindo consoles.
No campo político, surge a ideia de tributação: James Fishback, candidato republicano ao governo da Flórida, propôs um imposto de 50% sobre criadores de conteúdo do OnlyFans. O dinheiro seria usado para educação, centros de apoio a gestantes em crise e para criar o primeiro “czar da saúde mental masculina” no governo estadual. Modelos da Flórida criticaram a proposta, citando casos de sucesso na plataforma, como Sophie Rain.
Além disso, milhões de fiéis ao redor do mundo enfrentam conflitos ligados ao consumo de pornografia, conforme estudo de 2024 do Pure Desire Ministries. Nos Estados Unidos, 54% dos cristãos praticantes consomem pornografia ocasionalmente e 49% dizem sentir-se confortáveis com isso; a análise mostra que o problema não é exclusivo dos homens, estimando-se que 25% das mulheres e 54% dos homens consomem pornografia.
O Year in Review 2025 mostra um cenário global de alto consumo, impulsionado pelo uso de dispositivos móveis, por mudanças legais e por debates sobre saúde mental e ética. E você, o que pensa sobre esses dados e as consequências para a sociedade? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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