Governo gasta R$ 800 mil com campanha de O Agente Secreto ao Oscar

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O governo brasileiro destinou R$ 800 mil para financiar a campanha de divulgação de O Agente Secreto junto aos votantes da Academia de Cinema, com o objetivo de indicar o filme ao Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. A liberação ocorreu em 18 de dezembro de 2025; o montante, que começou em R$ 400 mil, teve o valor dobrado após pedido da produtora, segundo documentos consultados pela coluna.

Os recursos integram o Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato a uma Indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional, cuja atuação depende de portaria que autoriza a autarquia a conceder auxílio financeiro conforme a dotação e disponibilidade. A decisão do montante cabe à diretoria da Ancine, a cada exercício, com base nas necessidades da campanha.

A nota de empenho para o auxílio da Ancine integra o que a agência chama de “Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato a uma Indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional”. O objetivo é apoiar obras selecionadas pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais a fim de ampliar suas chances no pleito internacional.

Entre os filmes já contemplados pelo Governo, além de O Agente Secreto, constam Retratos Fantasmas (2023), Marte Um, Bingo: O Rei das Manhãs e Lula, o Filho do Brasil. Nenhuma dessas obras, entretanto, chegou ao Oscar; ainda assim, em 2025, o título Ainda Estou Aqui venceu prêmio, sem ter recebido o apoio.

Quatro indicações Além da indicação a Melhor Filme Internacional, O Agente Secreto também foi indicado a Melhor Elenco, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Filme. Em agosto de 2025, o filme teve uma exibição especial para o presidente Lula e a primeira-dama Janja no Palácio da Alvorada, com a presença do diretor Kleber Mendonça Filho e do protagonista Wagner Moura.

Sobre os custos totais, a produção contou com investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual para a realização, além de R$ 750 mil destinados à comercialização da obra.

Para quem acompanha cinema e políticas públicas de cultura, o caso evidencia como apoios oficiais podem influenciar a visibilidade de produções nacionais, mesmo diante de uma disputa acirrada. Compartilhe sua opinião nos comentários: você acredita que verbas públicas ajudam ou atrapalham o alcance internacional de filmes brasileiros?

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