A fonoaudióloga Letícia Mendes, 32 anos, passou a questionar as circunstâncias da morte da mãe, Rosângela Mendes Ramos, aos 55 anos, ocorrida em 31 de janeiro de 2025 na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, DF. A filha afirma que a mãe foi vítima de uma série de erros atribuídos a profissionais da unidade e registrou uma denúncia na Polícia Civil do Distrito Federal, buscando apurar a causa do falecimento. A repercussão da mídia sobre três mortes ocorridas na mesma unidade ampliou o clamor por respostas.
Entre os episódios relatados, Letícia descreve medo da mãe durante a internação, inclusive um caso em que uma técnica de enfermagem teria fechado a sonda urinária sem reabri-la, mantendo-a obstruída por horas, o que poderia provocar infecção urinária e complicações graves.
Dias após, houve piora clínica com elevação da pressão arterial após a suspensão de um medicamento; depois, outra técnica de enfermagem reapresentou o medicamento sem prescrição médica, gerando nova piora. Em seguida, uma médica que não integrava a equipe fixa de plantão passou a atender Rosângela, segundo relatos, amiga de uma médica ligada à chefia da unidade.
No dia seguinte, às 22h20, Rosângela teria registrado no grupo de mensagens o nome de um medicamento, seguido da palavra “frontal”. Em seguida, uma técnica de enfermagem administrou o remédio, retirou um papel do quarto e saiu com ele, sem que a família tivesse acesso ao documento.
Após esses episódios, Rosângela teria pedido, caso houvesse falecimento, que o corpo fosse submetido à autópsia. O óbito foi declarado em 31 de janeiro de 2025, mas a família não autorizou o procedimento, alegando cansaço emocional diante da dor. O laudo apontou sepse não especificada, hipertensão e obesidade.
Na segunda-feira, quando a série de assassinatos na UTI do Hospital Anchieta ganhou repercussão, Letícia afirmou ter revivido os acontecimentos e decidiu registrar a denúncia na delegacia de Ceilândia. O caso será encaminhado à 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte).
A família procurou o CRM-DF e o CORE-DF para solicitar posicionamento, mas, até a última atualização, não houve retorno. O espaço segue aberto para esclarecer a atuação da instituição e as ações cabíveis.
Confira a íntegra da nota enviada pelo Hospital Anchieta: o hospital afirma acompanhar os desdobramentos com transparência e ética, contatar as famílias, oferecer apoio psicológico e manter canais abertos, cumprindo integralmente a LGPD e o segredo de justiça. O Anchieta diz ter identificado circunstâncias atípicas, investigado o caso em menos de 20 dias, denunciado à PCDF e disponibilizado toda a documentação às autoridades, sempre com cooperação total.
A segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento são descritas pelo hospital como prioridades, enfatizando o respeito ao sigilo e à justiça em andamento. A instituição afirma manter o apoio às famílias cadastradas e reforça a transparência em suas ações.
A situação levanta questões sobre segurança, responsabilização e mecanismos de fiscalização em unidades de internação. O que você pensa sobre como as institutions de saúde devem agir para prevenir erros e manter a confiança da população? Deixe seu comentário abaixo com a sua opinião e perguntas.

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