Nova pesquisa aponta que 59,3% dos brasileiros afirmam ter algum conhecimento sobre o Holocausto, mas apenas 53,2% sabem defini-lo corretamente como o extermínio sistemático de seis milhões de judeus pelo regime nazista. Outros 31,1% dizem não saber o que foi o genocídio perpetrado contra a população judaica na Segunda Guerra Mundial; 9% o descrevem como um conflito militar com 50 milhões de vítimas e 3% o veem como um movimento cultural. Além disso, 2,9% tratam o Holocausto como um episódio isolado de violência não comprovada.
Os dados são da pesquisa “O conhecimento do Holocausto no Brasil”, encomendada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), pelo Memorial do Holocausto de São Paulo, pelo Museu do Holocausto de Curitiba e pela ONG StandWithUs Brasil. O levantamento foi apresentado na manhã desta quinta-feira (22), no Memorial do Holocausto de São Paulo. O estudo surge em um contexto de crescimento do antissemitismo e da desinformação, buscando mapear o nível de conhecimento, lacunas educacionais, fontes de informação e a percepção sobre a importância de ensinar o tema nas escolas e em espaços de memória.
A escolaridade é o principal fator determinante do conhecimento. Entre os entrevistados com pós-graduação, 86,2% acertaram a definição; entre quem tem ensino médio completo, esse índice cai para 27,2%. A renda familiar também explica a diferença: apenas 42,6% das pessoas com renda de até dois salários mínimos sabem a definição correta, enquanto 87,1% das pessoas com renda superior a dez salários mínimos sabem. Um dado relevante aponta que 38,5% não sabem que Auschwitz foi um campo de extermínio.
Entre as fontes citadas, a escola aparece como principal (30,9%), seguida por filmes e livros (18,6%). Museus e casas de memória foram mencionados por apenas 1,7% dos entrevistados. Mesmo com o conhecimento limitado, 64,4% afirmaram que o ensino do Holocausto nas escolas é fundamental; no entanto, 87,3% disseram nunca ter participado de atividades educacionais ou visitas a museus voltadas à preservação da memória do Holocausto.
A pesquisa visa subsidiar políticas educacionais voltadas à promoção dos direitos humanos, da memória e da democracia, buscando melhorar a formação histórica e reduzir informações imprecisas que persistem na sociedade.
E você, quais mudanças acredita que fortaleceriam o ensino sobre o Holocausto nas escolas e na comunidade local? Compartilhe suas ideias nos comentários, tragam experiências e sugestões para estimular uma memória informada e responsável.

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