Resumo jurídico: prisão de Sérgio Nahas reacende caso Fernanda Orfali
O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso no litoral norte da Bahia no último sábado, após ser identificado por reconhecimento facial pela Polícia Militar. Ele estava foragido e constava na lista da Interpol, após o STF negar seu último recurso e determinar o cumprimento imediato da pena de oito anos e dois meses em regime fechado.
Nahás era condenado pela morte da esposa, Fernanda Orfali, com quem residia em um apartamento de alto padrão na Rua Brásílio Machado, Higienópolis, São Paulo. A decisão de manter a pena em aberto decorre da condenação pelo crime ocorrido há anos, após o STF negar recurso e ordenar o cumprimento da pena.
Relato do crime
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o crime ocorreu em 14 de setembro de 2002, por volta das 19h, em meio a um clima de tensão entre o casal, que discutia há dias e com Fernanda manifestando a intenção de se separar. A acusação sustenta que Nahas atirou contra Fernanda dentro do quarto do casal, atingindo o tórax e causando a morte.
A denúncia atribui ao crime um “motivo torpe” (vingança) em razão da decisão de separação por parte da vítima. Houve controvérsia inicial sobre uma eventual qualificadora de estar sendo subjugada, porém recursos posteriores discutiram a validade dessa qualificadora específica.
Tese de suicídio
Durante o processo, a defesa negou a autoria do crime, alegando que Fernanda poderia ter cometido suicídio após uma briga em que o marido teria desarmado a vítima, que portava uma pistola Glock 380. A defesa argumentou que o disparo fatal teria sido um ato da própria vítima.
Apesar dessas alegações, a pronúncia citou laudos periciais que contestam a versão de suicídio. A perícia técnica indicou que as características do tiro não são compatíveis com um “tiro encostado”, típico de suicídios, fortalecendo indícios de homicídio.
Leia também: Inmet emite alertas para chuvas no Brasil; saiba estados afetados. Sérgio Nahas, condenado pela morte da esposa em 2002, é preso na Bahia.
O caso segue em tramitação, com a Justiça preparando o julgamento pelo júri popular para definir a eventual continuidade da responsabilização de Nahas pelo crime, conforme as evidências apresentadas durante a instrução criminal.
Você pode opinar: como você avalia o uso de reconhecimento facial em casos judiciais e a decisão de prisões em regime fechado com base em condenações antigas? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre este caso e questões de justiça.

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