Sérgio Nahas: condenado por matar esposa há 23 anos é preso em praia na BA

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O empresário Sérgio Nahas, 61 anos, foi preso pela Polícia Militar da Bahia em uma pousada na Praia do Forte, após ser reconhecido pelo sistema de monitoramento de câmeras da região. A ação ocorreu mais de 23 anos após o homicídio cometido contra a esposa, Fernanda Orfali, então com 28 anos, em um apartamento no bairro Higienópolis, na região central de São Paulo. Nahas já deve cumprir a pena no sistema prisional paulista.

Segundo a PM baiana, foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi com Nahas. O caso foi registrado na Delegacia Territorial local e o acusado foi encaminhado à Polinter.

Nahas já tinha prisão determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa havia recorrido de todas as instâncias após ser condenado pelo Tribunal do Júri em 2018, mas teve uma solicitação negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando o caso. Ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado.

Relembre o crime: em setembro de 2002, Nahas matou a esposa Fernanda Orfali, de 28 anos, com um tiro no peito, no apartamento do casal em um bairro nobre da região central de São Paulo. A arma, sem registro, pertencia ao empresário. A investigação apontou que Fernanda teria descoberto que ele usava cocaína e mantinha relações com travestis. Nahas disse ter ouvido o disparo vindo do closet e que encontrou a mulher agonizando, mantendo a versão de suicídio, o que foi contestado pela acusação de homicídio doloso.

A condenação ocorreu em 2018, mas a dosimetria foi alvo de recurso O Tribunal do Júri julgou Nahas apenas em 2018, 16 anos após o crime, e o condenado foi enquadrado por homicídio simples em regime semiaberto, com pena de sete anos. O Ministério Público recorreu e a pena foi redimensionada para 8 anos e 2 meses em regime inicial fechado, decisão mantida pelo STJ e pelo STF. Assim, a pena ficou quase três vezes menor do que o tempo decorrido do processo, período em que ele respondeu em liberdade.

Concluímos que o caso Nahas permanece em evidência por ter chegado aos tribunais apenas anos após o crime, com a defesa buscando reverter decisões e o Ministério Público buscando manter o veredito. O desfecho, mantido pelo STJ e STF, aponta para uma pena significativamente menor do que a duração do processo, que se arrastou por quase duas décadas.

E você, o que pensa sobre a tramitação desse caso e a relação entre tempo de julgamento e a pena aplicada? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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