O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou que visitará o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão na próxima quinta-feira, 29 de janeiro. A visita ocorre após a transferência da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, realizada em 15 de janeiro, e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na terça-feira (20/1).
Antes disso, Tarcísio havia cancelado a primeira visita que pretendia fazer ao ex-presidente na prisão, na semana anterior, segundo fontes ligadas ao tema. Cobrado por bolsonaristas, o governador não citou o nome do senador Flávio Bolsonaro, anunciado como pré-candidato à Presidência da República pelo pai, em publicação na rede social X. Ele reiterou apenas que concorre à reeleição em São Paulo.
A defesa de Bolsonaro já indicava visitas autorizadas por Moraes. Além de Tarcísio, Moraes autorizou a visita de Diego Torres, irmão de Michelle Bolsonaro e ex-assessor do governador de São Paulo, para 28 de janeiro, e de Bruno Scheid, pecuarista e pré-candidato ao Senado em Rondônia, para 29 de janeiro.
Tarcísio e os demais dois visitantes serão os primeiros — fora do núcleo familiar — a visitar o ex-presidente após a transferência da PF para a Papudinha, ocorrida em 15 de janeiro. A última reunião entre Bolsonaro e Tarcísio ocorreu em setembro do ano passado; o STF havia autorizado outra visita em dezembro, mas ela foi cancelada devido à prisão preventiva de Bolsonaro.
A visita ocorre em meio à polêmica do que tem sido chamado de “novo CEO” dentro do bolsonarismo. Michelle Bolsonaro publicou um vídeo criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendendo a ideia de que o Brasil precisa de um novo líder. Parte do bolsonarismo interpreta a mensagem como um sinal de apoio a uma eventual candidatura de Tarcísio, em detrimento de Flávio Bolsonaro. Questionado, Tarcísio disse que a mensagem era um desabafo contra o PT e negou que busque a Presidência em 2026, repetindo que seu objetivo é a reeleição em São Paulo.
A conversa entre Tarcísio e Bolsonaro acontecerá em um contexto de tensões internas no grupo, com avaliações sobre o caminho para 2026 e as alianças dentro do entorno do ex-presidente. A expectativa é de que o encontro fortaleça laços entre o governador e o antipresidencial bolsonarista, ainda que Tarcísio tenha reiterado seus planos locais.
Você concorda com essa aproximação entre o cenário paulista e o grupo bolsonarista em torno de Bolsonaro? Deixe sua opinião nos comentários e conte como você enxerga o desenrolar dessa relação para as próximas eleições.
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