Três mortes em uma UTI resultam em prisões no Distrito Federal. Técnicas de enfermagem do Hospital Anchieta, em Brasília, foram presas sob acusação de homicídio doloso qualificado, com o Ministério Público avaliando a participação de outras pessoas. O trio é formado por Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Marcela Camilly Alves da Silva, 22, e Amanda Rodrigues de Sousa. Uma quarta profissional também responde ao processo, sem prise até o momento.
De acordo com o inquérito, os crimes envolveram a aplicação de desinfetante na veia de pacientes, em sequência, com o uso de seringas repetidas. O grupo agiu na UTI do hospital e o modo de operar revelou uma prática reiterada, com a substituição de doses e a observação das vítimas pelos colegas.
No dia 17 de novembro ocorreram duas mortes. A professora Miranilde Pereira da Silva, 75, foi vítima ao receber várias aplicações, enquanto o servidor João Clemente Pereira, 63, também recebeu o mesmo tratamento. Ele sobreviveu à primeira parada cardiorrespiratória, mas faleceu após o término do horário de serviço, segundo o inquérito policial.
A terceira vítima chegou em 1º de dezembro: o carteiro Marcos Moreira, 33, foi alvo da mesma substância e morreu após receber a injeção, em uma única dose. Durante as etapas, Marcela Camilly Alves da Silva supostamente assistiu à cena, com o relatório policial indicando que “parecia ter prazer” com o que via.
Outras informações do caso O conjunto de crimes levou à prisão dos três suspeitos, com base em investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) dentro da Operação Anúbis. A PCDF aponta que duas mortes ocorreram em 17 de novembro, e a terceira no dia 1º de dezembro, dentro da mesma sequência de eventos. A apuração indica que a prática não teve apenas vítimas isoladas e busca esclarecer a participação de outras pessoas, bem como a motivação. A previsão de indiciamento é por homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima, cuja pena pode variar entre 9 e 30 anos de prisão.
Vítimas confirmadas A PCDF confirmou que Joã o Clemente Pereira, 63, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, 75, professora aposentada, foram as vítimas. A motivação permanece sob investigação, assim como a eventual participação de outras pessoas no esquema.
Entenda o caso A investigação aponta para a participação de profissionais da enfermagem em uma ação criminosa dentro da UTI. A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada em 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Dois investigados foram presos temporariamente e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em várias localidades do entorno do DF. Em 15 de janeiro houve a segunda fase, com novos mandados de prisão temporária e apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia. A apuração segue para indicar os suspeitos pelos homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima.
Imagem e registro A seleção de imagens abaixo retrata momentos do caso e as circunstâncias na UTI. As fotos ajudam a ilustrar a sequência dos acontecimentos descritos no inquérito. Veja as imagens com cuidado editorial.
Encerramento O caso continua sob investigação, com a expectativa de novas informações sobre motivações e eventuais envolvimentos de outras pessoas. O que você acha das ações tomadas pela polícia e do andamento do processo? Deixe seu comentário com sua opinião sobre o tema e as medidas de segurança em hospitais.

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