A Globo está sendo alvo de uma ação judicial movida por duas ONGs de defesa animal após a exibição da série documental Vida de Rodeio. As organizações afirmam que a produção fez apologia à violência contra animais.
A ação foi ajuizada pela ONG Canto da Terra e pelo Instituto Thaís Viotto. As entidades dizem que o documentário omitiu as violações vividas por animais em rodeios e vaquejadas.
“Vários organizadores são condenados judicialmente, então a gente quer restabelecer a verdade e que tudo seja colocado”, explicou Thaís Viotto.
Maria Eugenia Carretero, médico veterinária que atua na Canto da Terra, afirma que produções que omitem dados, laudos veterinários, evidências científicas e decisões judiciais prejudicam o direito da sociedade à informação adequada. Ela ressalta que isso contribui para a banalização da violência, especialmente quando chega a crianças e adolescentes.
Sobre o processo, as representantes disseram ter entrado com a ação porque enviaram um telegrama pedindo mudanças na condução do documentário, que teria sido ignorado. Na ação, as ONGs anexaram imagens registradas por elas em eventos semelhantes aos retratados, como forma de sustentar as acusações.
O caso tramita na 20ª Vara Cível de São Paulo e será julgado pela juíza Elaine Faria Evaristo. A Globo foi notificada sobre o processo na quinta-feira (22/1) e tem prazo de dez dias para apresentar defesa; até a publicação desta matéria, o espaço não havia obtido retorno da emissora.
A Globo permanece sem resposta até o momento da publicação desta matéria. O tema está em debate, com as ONGs pedindo que ocorram também espaços de discussão sobre proteção aos animais na produção de conteúdos para televisão.
Qual é a sua visão sobre o equilíbrio entre entretenimento televisivo e proteção animal? Deixe seu comentário abaixo com a sua opinião sobre o caso Vida de Rodeio e o papel da imprensa na cobertura de direitos dos animais.






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