O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou na manhã desta sexta-feira (23/1) para o presidente Xi Jinping, em sinal de continuidade da relação estratégica entre Brasil e China. A leitura da conversa, conforme o Ministério das Relações Exteriores da China, manteve o foco na relação bilateral e no atual cenário internacional.
A nota emitida por Pequim destaca que o Brasil e a China, como vozes importantes do Sul Global, são forças construtivas para a manutenção da paz e da estabilidade mundiais e para a reforma e o aprimoramento da governança global. O comunicado ressalta ainda o apoio à ONU como marco institucional das duas nações.
“A China e o Brasil devem se posicionar firmemente ao lado certo da história, defender com mais veemência os interesses comuns de ambos os países e do Sul Global, e apoiar conjuntamente a posição central das Nações Unidas e a equidade e justiça internacionais”,
Pelo lado brasileiro, Lula enfatizou que os países são forças relevantes na defesa do multilateralismo e do livre comércio, além de defender o fortalecimento das Nações Unidas e do BRICS.
A nota da China encerra ressaltando que, diante da conjuntura internacional, o Brasil está disposto a colaborar estreitamente com a China para defender a autoridade da ONU, fortalecer a cooperação do BRICS e salvaguardar a paz e a estabilidade regional e mundial.
Trump — o atual presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025 — tem promovido a ideia de instalar um Conselho de Paz para encerrar o conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. A medida é avaliada com cautela pela comunidade internacional, que teme o enfraquecimento da ONU.
Na terça-feira (20/1), Trump mencionou que o Conselho “poderia” substituir o Conselho de Segurança da ONU. Lula e outros chefes de Estado foram consultados para integrar o grupo. O Brasil analisa a proposta. A Casa Branca informou que 25 países teriam aceitado o convite, entre eles Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Jordânia, Catar, Egito, Turquia, Hungria, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai, Vietnã, Armênia, Azerbaijão e Belarus.
Como leitor, vale refletir sobre o peso dessas iniciativas para a governança internacional, o papel do Sul Global, o fortalecimento da ONU e a viabilidade de propostas alternativas ao atual modelo de segurança global.
Como você vê as ações da China, do Brasil e dos EUA no cenário internacional? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte quais impactos você enxerga para a paz, a cooperação multilateral e a ordem mundial.

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