O presidente dos EUA, Donald Trump, provocou controvérsia ao dizer, em entrevista à Fox News, que membros da OTAN teriam ficado “um pouco longe das linhas de frente” no Afeganistão e que os Estados Unidos não precisariam tanto deles. Ele sugeriu que as contribuições americanas superam as de parceiros e ressaltou a meta de gasto de 5% para que os aliados assumam mais responsabilidade pela defesa da região.
Com a fala do mandatário, o príncipe Harry emitiu um comunicado rebatendo as declarações. Segundo a BBC, o duque de Sussex lembrou que a OTAN invocou o Artigo 5 pela primeira e única vez em 2001, obrigando as nações aliadas a apoiar os EUA no Afeganistão. “Fiquei lá. Fiz amigos para a vida lá. E perdi amigos lá. Só o Reino Unido teve 457 militares mortos. Milhares de vidas foram transformadas para sempre. Mães e pais enterraram filhos e filhas.”
Leia o posicionamento do príncipe Harry na íntegra: “Em 2001, a OTAN invocou o Artigo 5 pela primeira — e única — vez na história. Isso significava que todas as nações aliadas eram obrigadas a apoiar os Estados Unidos no Afeganistão, na busca de nossa segurança compartilhada. Os aliados atenderam a esse chamado”, começou o príncipe. “Eu servi lá. Fiz amigos para a vida lá. E perdi amigos lá. Só o Reino Unido teve 457 militares mortos. Milhares de vidas foram transformadas para sempre. Mães e pais enterraram filhos e filhas. Crianças ficaram sem um dos pais. Famílias tiveram que arcar com as consequências.”
Posicionamento da Casa Branca
Com a crise gerada pelos comentários, a Casa Branca divulgou um comunicado defendendo o posicionamento de Trump e ressaltando que as perdas e as contribuições americanas superam as de outros aliados. “O presidente Trump está certo: as contribuições dos Estados Unidos para a OTAN superam em muito as de outros países, e seu sucesso em garantir que os aliados da OTAN cumpram a promessa de gastos de 5% está ajudando a Europa a assumir maior responsabilidade por sua própria defesa”, afirma o texto da administração.
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O tema levanta questões sobre o papel da OTAN, a cooperação entre os países membros e o peso dos sacrifícios militares na segurança europeia. A resposta formal da Casa Branca reforça a narrativa de que os EUA lideram os gastos e a defesa coletiva, enquanto a resposta de Harry enfatiza a importância de reconhecer as perdas vividas pelas famílias que sentiram na pele o conflito.
E você, qual é a sua leitura sobre o papel da OTAN neste momento? Acredita que os EUA devem manter o ritmo de gastos e a liderança ou que os parceiros europeus precisam contribuir mais de forma igualitária? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da discussão.

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