Venezuela liberta genro de Edmundo González, rival de Maduro nas eleições

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Venezuela liberta o genro de Edmundo González Urrutia, rival de Maduro, e Delcy Rodríguez assume o governo com metas de libertar presos políticos e reorientar a relação com os Estados Unidos. A libertação de Rafael Tudares ocorre em meio aos compromissos assumidos pela nova presidente interina com Washington após o ataque de 3 de janeiro, com Rodríguez herdando o poder após a captura de Nicolás Maduro.

Ela já sinaliza acordos sobre petróleo e anunciou a reforma administrativa, incluindo a reorganização do gabinete de ministros e dos comandos militares. Também está prevista uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em data a ser definida, fortalecendo um canal de diálogo com Washington.

Tudares é casado com a filha de Edmundo González Urrutia, figura de peso na oposição. A prisão dele, em janeiro do ano passado, foi descrita pela família como uma violação de direitos, com a condenação a até 30 anos por acusações de terrorismo — uma decisão considerada por muitos como represália política.

A ONG Foro Penal aponta que, até 19 de janeiro, havia 777 presos políticos no país, com 143 solturas desde o anúncio do novo governo em 8 de janeiro. O processo de libertação tem sido lento, e dezenas de familiares acampam diante de penitenciárias na expectativa de ver seus entes saírem.

Entre os oposicionistas que permanecem atrás das grades, destacam-se Juan Pablo Guanipa, ligado a uma suposta conspiração eleitoral, bem como Freddy Superlano e o ativista Javier Tarazona. A CIDH denunciou a Venezuela por manter centros de detenção clandestinos.

Rodríguez, que durante muito tempo atuou como vice?presidente de Maduro, já promove mudanças no comando da segurança, substituindo o chefe do serviço de inteligência e nomeando responsáveis pela guarda presidencial e pela contrainteligência. Além disso, reestruturou avisos militares com a nomeação de generais para várias regiões do país.

No cenário internacional, o governo interino afirma manter o diálogo com os Estados Unidos para superar diferenças, mesmo com sanções abertas. Em Davos, Trump elogiou os líderes venezuelanos e a Casa Branca sinalizou a continuidade das conversas, sem confirmar novos encontros imediatos.

Constitucionalmente, Maduro foi proclamado reeleito, porém a nova presidente interina afirma que governará apenas até a convocação de novas eleições — previstas para o período de transição — abrindo espaço para mudanças políticas e econômicas, como a reforma da lei de hidrocarbonetos para atrair investimento estrangeiro.

Seus próximos passos incluem acelerar a libertação de presos políticos, consolidar acordos com a comunidade internacional e consolidar as reformas institucionais que moldarão o Brasil…ops, Venezuela — nos próximos meses. Qual a sua leitura sobre esse momento de transição e as perspectivas para o país? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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