O que foi discutido na 1ª rodada de negociação entre EUA, Ucrânia e Rússia

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A primeira rodada de negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, realizada em Abu Dhabi, Emirados Árabes, terminou sem divulgação de um acordo final, mas com a promessa de continuidade. Dois dias de reuniões à porta fechada levaram as partes a concordarem em manter o diálogo, com a previsão de retomar as conversas já na próxima semana.

Zelensky e representantes dos Emirados Árabes classificaram o ambiente das negociações como construtivo. Em postagem no X, o presidente ucraniano ressaltou que muitos assuntos foram discutidos e destacou a importância de as conversas terem sido positivas. Delegados ucranianos também disseram à Axios que a reunião foi produtiva. Um funcionário norte?americano descreveu os encontros como otimistas e positivos, disseram que os negociadores retornarão aos Emirados para a próxima rodada em 1º de fevereiro.

Pontos de discussão apontados por fontes ligadas às agências russas e por declarações oficiais incluíram documentos sobre território, garantias de segurança e critérios para o fim da guerra. O principal obstáculo continua sendo a situação no leste da Ucrânia. A Rússia manteve a posição de que é essencial a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass, afirmando que, sem solução territorial, não faz sentido esperar um acordo de longo prazo. O porta?voz da presidência russa, Dmitri Peskov, reforçou esse ponto.

Por outro lado, a Ucrânia exige garantias de segurança que obriguem os Estados Unidos e aliados europeus a defendê?la em caso de nova agressão, nos moldes do Artigo 5 da OTAN. Zelensky enfatizou a necessidade de os EUA supervisionarem e controlarem o processo de fim da guerra. Moscou, no entanto, permanece contrário ao envio de tropas ocidentais ao território vizinho.

Segundo uma autoridade norte?americana, as partes provavelmente precisarão de novas conversas na Rússia ou na Ucrânia antes de um possível encontro entre Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, ou mesmo uma reunião com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou à posição de presidente em janeiro de 2025. O formato trilateral, mediado por Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, ocorreu sem a participação da União Europeia. Em Davos, Zelensky criticou a fragmentação europeia e a falta de vontade política diante de Putin.

As delegações devem retornar às capitais para reportar os progressos e coordenar os próximos passos. Conflitos recentes também marcaram a noite, com bombardeios russos em Kiev e Kharkiv que deixaram mortos e feridos e impactaram a rede elétrica, em meio a temperaturas de até -10°C. A rodada ocorre longe da Europa, sem a presença da UE, o que reforça o caráter emergencial e o desafio de acordo duradouro.

Este avanço mostra um momento crítico para Kiev, que busca garantias de segurança e uma solução para o Donbass, enquanto Moscou condiciona qualquer acordo à retirada de tropas. O diálogo deve continuar na próxima semana, com a possibilidade de novas reuniões em Abu Dhabi ou em outra cidade. E você, como vê as chances de um acordo sustentável com garantias de segurança? Deixe sua opinião nos comentários para a gente entender a leitura da cidade sobre o assunto.

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