O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu neste domingo (25/1) mais apoio em defesa aérea aos aliados, enquanto centenas de prédios em Kiev permaneciam sem aquecimento pelo segundo dia consecutivo, em meio a temperaturas congelantes após ataques russos.
Segundo informações da mídia local, a Rússia vem atacando a infraestrutura energética ucraniana ao longo de quase quatro anos de guerra, mas Kiev afirma que este inverno tem sido o mais severo, com 1.700 drones de ataque, 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos sobrecarregando as defesas aéreas durante períodos de frio intenso.
“É por isso que mísseis para sistemas de defesa aérea são necessários todos os dias, e continuamos trabalhando com os Estados Unidos e a Europa para garantir uma proteção mais forte dos nossos céus.”
Em Vilnius, Zelensky participou de uma cerimônia em homenagem à revolta de 1863 na Polônia e na Lituânia contra a Rússia czarista.
O presidente polonês Karol Nawrocki, que também esteve presente, traçou um paralelo entre a invasão russa da Ucrânia e as lutas históricas pela liberdade dos povos do antigo Império Russo.
Polônia e Lituânia estão entre os apoiadores mais firmes de Kiev na União Europeia e, recentemente, forneceram centenas de geradores ao país devastado pela guerra.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos com a Rússia e a Ucrânia em Abu Dhabi, sobre o plano de Washington para encerrar o conflito, terminaram neste fim de semana sem avanços aparentes, mas Zelensky classificou as conversas como “construtivas” e os representantes concordaram em se reunir novamente na próxima semana, em Abu Dhabi.
Apesar das dificuldades, as vias diplomáticas seguem abertas e mantêm o foco em uma solução que assegure a proteção do espaço aéreo e a estabilidade regional.
E você, qual é a sua leitura sobre o papel dos aliados na defesa ucraniana e o caminho para um cessar-fogo? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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