A jornalista Andreza Matais revela, em sua coluna no Metrópoles, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Palácio do Planalto em dezembro de 2024. A reunião durou cerca de uma hora e meia e contou com a participação de Gabriel Galípolo, então indicado por Lula para presidir o Banco Central, que só tomaria posse em 1º de janeiro de 2025.
Segundo Matais, a reunião no Palácio do Planalto não constava da agenda oficial. Além de Lula e de Galípolo, estiveram presentes o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Ainda conforme a coluna, o então CEO do Banco Master, Augusto Lima, também participou e tratou de uma suposta articulação entre grandes bancos para prejudicar o Master e concentrar o poder no mercado. O ex-ministro Guido Mantega é apontado como responsável por viabilizar a reunião entre Vorcaro e Lula.
Uma nota de Lauro Jardim, do O Globo, antecipou que Mantega não apenas intermediou o encontro, mas também fez lobby junto ao BC pela aprovação da venda do Master ao BRB e pela não intervenção no banco de Vorcaro.
O Banco Master contratou Mantega como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, com remuneração prevista de R$ 1 milhão por mês. Entre julho e novembro de 2025, Mantega recebeu cerca de R$ 16 milhões em honorários.
Segundo Matais, Lula pediu a Galípolo que tratasse da situação do Master com isenção após sua posse na presidência do BC. Na gestão de Galípolo, o BC vetou a negociação entre Master e BRB e decretou a liquidação da instituição de Vorcaro, citando uma alegação de fraude de R$ 12 bilhões.
O conjunto das informações suscita questões sobre influências entre setores público e privado, bem como sobre decisões regulatórias no setor financeiro.
E você, o que pensa sobre essas informações e os impactos de decisões envolvendo o Palácio do Planalto, o BC e instituições privadas? Deixe sua opinião nos comentários.

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