Mais de dez mil igrejas já foram fechadas em Ruanda

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Título: Igrejas fechadas em Ruanda acentuam repressão religiosa com leis de 2018; Portas Abertas alerta para consequências

Mais de 10 mil igrejas foram fechadas em Ruanda em meio a uma repressão que atinge a liberdade de religião e crença. A situação se agravou com a lei de 2018 que regula locais de culto e ganhou peso ainda neste ano. Países africanos vizinhos, como a Tanzânia, e nações da Lista Mundial da Perseguição 2026, como Moçambique e Etiópia, também discutem leis semelhantes. Fonte: Portas Abertas.

A lei de 2018 impõe exigências rígidas de segurança, higiene, infraestrutura e registro para igrejas e mesquitas. Entre as exigências estão banheiros posicionados a uma distância específica da entrada; instalação de um tipo específico de forro de lona, mesmo com risco de incêndio; isolamento acústico obrigatório; estradas de acesso e pátios pavimentados; paredes internas e tetos rebocados, com tijolo aparente proibido; instalação de para-raios; pastores formados em Teologia em instituição credenciada; apenas instituições que ofereçam Ciência e Tecnologia podem ensinar Teologia; igrejas que desejam registro devem comprovar mil membros.

Embora, no papel, as regras se apliquem a cristãos e muçulmanos, cristãos locais relatam que muitas mesquitas foram menos afetadas.

Este ano, cinco cristãos foram presos após realizarem um culto de ceia em uma igreja doméstica. A condenação ocorreu em novembro de 2025, mas as prisões só foram anunciadas recentemente. O casal que cedeu a residência para o culto foi acusado de “recusar-se a parar de testemunhar”, segundo Portas Abertas. Até o momento, é a terceira prisão relacionada à lei de 2018.

Em março de 2018, seis pastores foram detidos por desafiar o fechamento de templos em Kigali, e, em 2019, um missionário americano teve o visto não renovado para continuar atuando no país. O presidente Paul Kagame manifestou posição contrária à reabertura das igrejas, afirmando que não reabriria nem uma única igreja; para o governo, a igreja é um resquício do período colonial.

Para analistas, as ações vão além de normas de higiene e saúde pública e indicam uma estratégia de controle sobre a prática religiosa e a liberdade de crença. Portas Abertas destaca que a perseguição religiosa na África Subsaariana tem ganhado espaço na reflexão regional.

Desperta África é a campanha que busca encerrar a violência religiosa e promover a cura. A organização convida a assinar a petição para defender os direitos dos cristãos em Ruanda.

Converse comigo: como você vê a situação da liberdade religiosa na região e o impacto de leis como a de 2018? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

Meta description: Em Ruanda, mais de 10 mil igrejas foram fechadas sob a lei de 2018 que regula locais de culto, com relatos de prisões e pressão sobre grupos religiosos; a matéria analisa impactos políticos, a posição do governo e a campanha Desperta África. Palavras-chave: Ruanda, liberdade religiosa, lei de 2018, igrejas fechadas, Portas Abertas, perseguição religiosa, Desperta África.

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