Caso do cão Orelha envolve um casal catarinense que não tem relação com os jovens investigados. A advogada Cynthia Ambrogini e o médico Alberto Ambrogini foram confundidos nas redes sociais com os pais de um dos adolescentes, após a morte do animal na Praia Brava, em Santa Catarina. Perfis passaram a atribuir aos dois crimes que não lhes dizem respeito, gerando ataques e ameaças.
A defesa informou que o casal recebeu ataques de mais de 100 perfis, com identificação de usuários por exibirem nome completo ou até a empresa onde trabalham. Segundo os advogados, cada autor pode ser responsabilizado civil e criminalmente por difamar ou atribuir crimes a terceiros. A defesa reforça que a internet não funciona sem regras e que rastros deixam claro quem são os responsáveis.
A defesa também destacou que muitos perfis são de fácil identificação e que quem difama pode responder na Justiça. Em nota, afirmam ainda que a violência contra animais deve ser debatida em espaços públicos, não em uma arena digital onde muitos agem como se estivessem acima da lei.
Segundo as investigações, o cão Orelha foi agredido por um grupo de adolescentes. O caso é acompanhado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina, com oitivas previstas para os próximos dias. Dois dos quatro suspeitos, que teriam praticado a tortura, estão em viagem aos Estados Unidos e devem retornar ao Brasil na próxima semana; as defesas ainda não foram localizadas.
O episódio ganhou projeção nacional e tem gerado debates sobre responsabilidade online e a necessidade de cautela ao fazer acusações públicas. Em Praia Brava, moradores, especialistas e autoridades acompanham as investigações, enquanto a apuração continua sob o comando do MP e da Polícia Civil.
Qual é a sua opinião sobre a atuação de perfis anônimos que atacam pessoas inocentes nas redes sociais? Compartilhe nos comentários e participe da conversa.

Facebook Comments