Dois adolescentes investigados pela morte do cão Orelha estão nos EUA

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Dois dos quatro adolescentes identificados pela Polícia Civil de Santa Catarina como suspeitos de participação na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, estão nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo delegado-geral Ulisses Gabriel.

Segundo a corporação, a viagem da dupla já estava programada antes do episódio e não tem relação direta com as investigações.

A previsão é de que os adolescentes retornem ao Brasil na próxima semana. A Polícia Civil foi informada oficialmente sobre a saída durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram em residências ligadas aos investigados em Florianópolis. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia.

O material será analisado para esclarecer a dinâmica das agressões e eventual participação de outros envolvidos.

O caso é investigado desde 16 de janeiro, quando Orelha, um cão comunitário conhecido na Praia Brava, foi brutalmente agredido.

O animal não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

Investigação

Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia.

Além dos menores, três adultos, familiares dos jovens, também passaram a ser investigados. A suspeita é de que eles tenham atuado em tentativas de coa­tação relacionadas ao caso, o que segue sob apuração.

Caso seja confirmada a participação dos adolescentes, eles responderão por ato infracional, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

As medidas socioeducativas variam de advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida e, em situações excepcionais, internação.

Orelha vivia há anos na Praia Brava e era cuidado informalmente por moradores da região. Tornou-se uma figura conhecida do bairro, frequentando a orla e convivendo com outros cães e com os moradores da região.

A Associação de Moradores destacou que o animal fazia parte da rotina do bairro e simbolizava a relação de cuidado entre moradores e o espaço público. A morte do cão gerou forte repercussão nas redes sociais e mobilizou artistas, ativistas da causa animal e autoridades. Relatos apontam que outro cão também teria sido alvo do mesmo grupo, mas sobreviveu após cair no mar e retornar à areia, onde foi socorrido.

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil não descarta novos desdobramentos a partir da análise do material apreendido.

A história reforça a importância de proteger animais e a vigilância da comunidade sobre casos de maus-tratos na região. O caso continua sendo apurado pelas autoridades competentes.

E você, o que pensa sobre o tema? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre proteção animal na sua cidade.

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