Uma denúncia de assédio envolvendo um adolescente de 13 anos, atleta de futebol de base, ganhou repercussão após a madrasta Camila Marques divulgar o caso nas redes. O episódio teria ocorrido durante um campeonato no interior de São Paulo, em alojamentos usados por atletas convidados pelo Atlético Goianiense. A família afirma ter arcado com todas as despesas de transporte, alimentação e hospedagem.
Segundo Camila, o garoto, morador do Rio de Janeiro, viajou para a competição após convite e ficou hospedado nos locais definidos pela organização. A denúncia descreve um segundo alojamento, improvisado em um salão paroquial, onde um homem adulto que se identificava como cozinheiro teria seguido o adolescente até o banheiro e iniciado uma conversa considerada inadequada. “Meu filho ficou trancado na cabine, com medo de sair. Ele só conseguiu voltar para o alojamento quando criou coragem.”
Ainda conforme a madrasta, ao retornar, o jovem foi orientado por um homem que se apresentou como dirigente do clube a ficar quieto sobre o ocorrido, atitude interpretada como uma tentativa de intimidação.
A família também relata um episódio anterior envolvendo o motorista do ônibus oficial da delegação, que teria entrado no alojamento durante a madrugada fumando e gritando, provocando confusão entre crianças e responsáveis. Ao retornar ao Rio de Janeiro, o adolescente contou o que ocorreu e apresentou o áudio gravado. A família afirma possuir vídeos, mensagens e outros registros que reforçam a denúncia. “Ele teve coragem de falar. Quantas outras crianças passam por isso e se calam por medo?”
O caso foi registrado na polícia e está sob investigação. A família informou que pretende adotar medidas judiciais e cobra providências dos clubes envolvidos e dos organizadores das competições de base. Compartilhe suas opiniões nos comentários sobre como avaliar e prevenir situações de abuso no esporte juvenil.

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