Embaixada do Brasil diz que pedido de extradição de Ramagem está com EUA

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Alexandre Ramagem fugiu para os EUA em setembro, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado
1 de 1 Alexandre Ramagem fugiu para os EUA em setembro, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado – Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição contra o ex-deputado Alexandre Ramagem está com os Estados Unidos. O envio foi encaminhado ao Departamento de Estado (DoS) por meio de nota verbal, juntamente com a documentação formalizada desde 30 de dezembro de 2025.

A comunicação oficial ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que a Secretaria Judiciária remeta ao Ministério da Justiça os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição, nos termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos.

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por atuar em uma trama golpista. O processo transitou em julgado no dia 25 de novembro de 2025, mas o deputado fugiu do Brasil. Diante disso, Moraes estabeleceu as seguintes medidas:

  • A Secretaria Judiciária deverá remeter ao Ministério da Justiça e Segurança Pública os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição.
  • Nos termos da Lei n° 13.445/2017, a documentação deve conter indicações precisas sobre o local, a data, a natureza e as circunstâncias do fato criminoso, a identidade do extraditando e, ainda, cópia dos textos legais sobre o crime, a competência, a pena e sua prescrição.
  • A Polícia Federal investiga como o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), saiu do Brasil.

A suspeita é de que ele tenha deixado o Brasil clandestinamente pela fronteira com a Guiana, com destino a Miami, onde permanece desde setembro deste ano.

Rota de fuga

Os detalhes da rota usada pelo parlamentar foram confirmados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em dezembro do ano passado, em conversa com jornalistas. A coluna do Metrópoles, assinada por Tácio Lorran, foi convidada a participar do encontro.

“A rota de fuga já parece clara: via Guiana, saindo clandestinamente, sem passar por qualquer ponto de fiscalização. Em seguida, saiu de Georgetown para Miami”, enfatizou o diretor-geral da PF. O passo a passo da fuga já havia sido detalhado nessa reportagem do Metrópoles

Esses dados indicam a complexidade do caso, com Ramagem ainda nos EUA e a PF investigando os contornos da saída do Brasil. O andamento do pedido de extradição depende da cooperação entre Brasil e Estados Unidos e das normas previstas no Tratado de Extradição.

E você, o que acha sobre o desfecho deste caso? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas sobre o que pode ocorrer a seguir.

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