Pastor diz que sua igreja pode fechar por causa das batidas do ICE, nos EUA

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Um pastor hispânico afirmou que a igreja corre risco de fechar devido ao medo de deportação provocada pelas ações do ICE, enquanto líderes da comunidade latina promovem a aprovação de legislação que permita a permanência de grande parte dos imigrantes indocumentados nos EUA, sem caminho imediato para a cidadania. A discussão ocorre à luz das operações de fiscalização em Minneapolis, Minnesota, e em todo o país.

Um grupo de líderes cristãos hispânicos, chefiado pelo pastor Samuel Rodríguez, da Conferência de Liderança Cristã Hispânica, realizou uma reunião por telefone para discutir como a cidade pode responder às ações do ICE e às medidas em curso no país.

O pastor Victor Martínez, da Igreja Nova Geração em Minneapolis, detalhou o impacto direto nas atividades religiosas: a frequência à igreja caiu cerca de 80%, a ponto de a instituição considerar fechar. “Estamos traumatizados”, afirmou, descrevendo ainda uma despensa improvisada no prédio e a mobilização de pastores para ações de ajuda humanitária. Ele mencionou que duas pessoas conhecidas foram presas há três semanas — uma beneficiária do programa DACA e outra prestes a obter residência legal — e que um deles foi libertado no Texas sem documentos, exigindo que ele encontrasse um caminho de volta a Minneapolis.

Rodríguez, que lidera a New Season Church na Califórnia, orou pelo grupo e pediu aos participantes que ajudem Martínez a manter a igreja aberta, passando a mensagem de urgência espiritual para não perder a comunidade local. A líder política Maria Elvira Salazar, deputada republicana da Flórida, participou da chamada e classificou a cota de deportações diárias imposta pelo presidente Donald Trump como um grande problema, destacando que muitos na população hispânica se sentem enganados.

Salazar apresentou o Dignity Act, uma proposta que promete manter imigrantes ilegais no país sem conceder cidadania, desde que cumpram pagamentos de até US$ 7.000 em multas ao longo de sete anos, doações de 1% dos salários e uso obrigatório do sistema eVerify para verificar o status trabalhista. O projeto, que já tem 35 coautores (18 democratas e 17 republicanos), foi encaminhado à Comissão Judiciária da Câmara, mas ainda não foi votado.

O pastor Todd Lamphere, integrante do Conselho Nacional de Fé da Casa Branca, conduziu orações pela contenção de vozes antagônicas e afirmou que a maior parte dos manifestantes contra o ICE não é de Minneapolis; ele citou a presença de atores externos, incluindo pessoas trazidas por ônibus para protestos, enfatizando que as ações refletem menos a população local. Lamphere também elogiou a postura de Trump, descrito como alguém que ouve a comunidade hispânica e busca uma solução, afastando o extremismo.

A reportagem aponta que, diante de tensões, a conversa entre líderes religiosos, legisladores e representantes da comunidade busca caminhos que equilibrem a aplicação da lei com a proteção de quem vive e contribui para a cidade de Minneapolis. O debate também ressalta o peso político da questão entre eleitores hispânicos e a resposta de gestões locais a políticas federais.

E você, o que pensa sobre as medidas de imigração, a atuação do ICE e as propostas como o Dignity Act? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como essas decisões afetam a vida de famílias, igrejas e moradores da sua região.

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