O ministro Alexandre de Moraes, do STF, teria frequentado a mansão em Brasília do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em ao menos duas ocasiões. Em uma dessas oportunidades, Moraes foi apresentado ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que autorizou a avaliação da compra do Master pelo banco público, mesmo com pareceres contrários.
A casa, avaliada em R$ 36 milhões, foi adquirida por meio de um empréstimo desviante do Master, registrado pela empresa Super Empreendimentos e Participação. Segundo Vorcaro, o sócio da empresa é seu cunhado, Fabiano Zettel. O imóvel tem 1.700 m² de área construída e 4.300 m² de área privativa; antes de Vorcaro, a casa foi alugada por Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização do governo Bolsonaro.
Naquele período, o Master buscava apoio no BRB para uma possível aquisição, que chegou a ser cogitada pelo banco público, mas a repercussão negativa levou à sua rejeição. Houve ainda constatações de inconsistências nos ativos do Master e suspeitas de venda de carteiras ao BRB.
Em outra ocasião, Moraes foi visto na mansão para acompanhar a eleição de Donald Trump, que já era presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. Segundo relatos, ele permaneceu em área reservada do imóvel, descrita como bunker no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e espaço para o consumo de charutos e vinhos caros.
Essas informações levantam questionamentos sobre relações entre autoridades e o setor financeiro, além de indicar episódios que geram controvérsia sobre transparência e influência. O que você pensa sobre o tema? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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