Quem são as paulistas atingidas por raio em ato de Nikolas Ferreira

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Raio em ato de protesto em Brasília deixa feridas; duas aposentadas de SP ficam entre as feridas

Um raio atingiu uma manifestação em Brasília no último domingo (25/1), que reuniu apoiadores do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Ao todo, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal atendeu 89 pessoas no local; 27 foram para o Hospital de Base do DF (HBDF) e 14 ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Não houve mortes registradas até o fechamento deste texto.

Entre os presentes estavam duas aposentadas do interior paulista, Lúcia Helena Canhada Lopes, 68, e Maria Eli Silva, 58. Elas viajaram de São Paulo para participar do ato e se conheceram há mais de 40 anos. Nas redes sociais, as amigas mostraram registros do percurso que fizeram juntas.

A dupla saiu de Jacareí e encontrou a amiga em Olímpia. Elas iniciaram a viagem na sexta-feira (23/1) e criaram um perfil para compartilhar a experiência nas redes sociais. Esse registro, porém, ficou de lado após o acidente.

Raio atingiu a manifestação quando as amigas estavam no evento. Segundo Lúcia, ela caiu e temeu pela amiga. Ela relatou que houve atendimento médico imediato, e que foi levado para uma tenda e, a seguir, para o hospital HRAN.

Atendimentos após o raio

  • Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, 89 pessoas foram atendidas na praça do Cruzeiro durante o ato.
  • A maioria apresentava quadro de hipotermia.
  • 47 pessoas foram transportadas para unidades de saúde do DF.
  • 11 demandaram maiores cuidados médicos em função do raio.
  • 27 deram entrada no HBDF após serem atingidas por descarga elétrica, segundo o IGesDF.
  • 14 foram atendidas no HRAN.
  • Não houve registro de mortes.

De alta hospitalar, Lúcia acompanha Maria no hospital. “Se a gente voltará para casa, será transferida para outro quarto ou hospital, não sabemos. Mas podem ficar tranquilos que está tudo bem, tudo sob controle.”

Sem arrependimentos

Maria permanece internada na UTI em estado estável. A previsão de alta foi adiada para que sejam concluídos mais exames. Apesar do susto, as amigas relatam encarar a situação com leveza. “Não tenho arrependimento, de maneira alguma. Participei de uma luta por Justiça. Mesmo que nós tivéssemos morrido, estava tudo bem”, disse Lúcia ao Metrópoles.

Lúcia disse que recebe apoio de políticos, citando a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que entrou em contato. Quando questionada, não detalhou se também foi procurada por Nikolas Ferreira. Ela afirmou que não tem pretensões políticas e prefere manter a vida simples, viajando e ajudando quem precisa.

O caso segue sem confirmação de desfecho político, mas a história evidencia a coragem das amigas e o impacto de eventos públicos sobre pessoas comuns. O acompanhamento médico continua, com Maria sob observação na UTI e Lúcia ao lado da amiga no hospital.

E você, o que pensa sobre o uso de grandes eventos para mobilização política e as situações de risco que podem ocorrer? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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