Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, acusou nesta sexta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta “sufocar” a economia cubana por meio de novas tarifas sobre o petróleo que Cuba importa, segundo publicação na rede social X. O líder cubano afirma que, sob um pretexto falso, a medida busca prejudicar o país ao taxar nações que mantêm relações energéticas com Havana.
Díaz-Canel disse que a estratégia pretende restringir de forma indireta o acesso de Cuba a recursos energéticos essenciais. Na quinta-feira, 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva que prevê tarifas adicionais contra países que vendam petróleo para Cuba, ampliando a pressão econômica sobre o governo cubano em meio a um histórico de sanções norte-americanas.
Essa iniciativa, conforme a cobertura da Jovem Pan News, pode colocar Cuba como novo alvo de Trump após o ataque recente à Venezuela. O eixo central da política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.
Na prática, os Estados Unidos passam a poder declarar emergência nacional com base na relação de Cuba com potências consideradas hostis; aplicar tarifas adicionais sobre produtos vindos de países que vendam petróleo a Cuba; penalizar fornecimentos indiretos por meio de intermediários; e ajustar, ampliar ou suspender as medidas conforme o comportamento de Cuba ou dos países afetados. A decisão final sobre quando e quanto tarifar caberá ao presidente, com base em recomendações dos Departamentos de Comércio, Estado, Tesouro e Segurança Interna.
Por que o petróleo é o foco? Cuba depende fortemente de importações de petróleo para transporte, geração de energia, indústria e serviços básicos. Ao mirar o fornecimento de petróleo, os EUA buscam asfixiar economicamente o governo cubano, aumentar o custo político para países que mantêm relações energéticas com Havana e forçar um realinhamento diplomático regional.
Diferentemente de sanções tradicionais, essa estratégia não pune apenas Cuba, mas provoca um efeito cascata sobre terceiros econômicos ligados à ilha.
Entre os países potencialmente impactados estão Venezuela, Rússia, China e Irã, conforme o cenário político e energético atual. A medida pode redesenhar o apoio regional a Havana e alterar dinâmicas energéticas na região.
Em síntese, a nova postura sinaliza um endurecimento dos EUA em relação a Cuba e ressalta o peso da energia como ferramenta de pressão internacional.
Qual a sua opinião sobre essa pauta? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe como você vê os impactos dessa medida para Cuba, para a região e para o mercado global de petróleo.

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