A Polícia Civil e o Ministério Público abriram um novo inquérito para investigar Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, ex-diretor do São Paulo Futebol Clube (SPFC), por indícios de corrupção no departamento social do clube. Dedé, que se apresenta nas redes como conselheiro vitalício e tem 62 anos, teria oferecido vantagens dentro do SPFC a uma pessoa, mediante uma suposta taxa de entrada para o negócio.
A apuração envolvendo Dedé é a terceira em curso envolvendo o SPFC. Além dela, há duas frentes: uma sobre a venda irregular de camarotes e outra sobre corrupção interna no clube. Em desdobramento, uma operação deflagrada no dia 21 de janeiro mira o diretor-adjunto de futebol de base, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora feminina, cultural e de eventos, além de Rita de Cassia Adriana Prado, apontada como intermediária. Na casa de Mara, foram apreendidos R$ 20 mil em espécie, documentação e uma CPU de computador. O promotor de Justiça José Reinaldo Carneiro Guimarães chegou a comparar o Morumbi a uma “gigantesca máquina de caça-níqueis” e afirmou ao Metropoles que outros diretores estariam envolvidos.
Julio Casares é investigado por suspeitas de exploração clandestina de um camarote ligado à presidência do clube no Morumbi, relacionado ao show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a irregularidade teria ocorrido em um camarote ligado à presidência do SPFC, mas o esquema é anterior a isso. Os crimes suspeitos são corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.
O áudio divulgado pela imprensa revela o esquema: a diretoria repassava o camarote à Mara Casares para a organização de um evento durante o show de Shakira; Mara então acionava uma intermediária para vender os ingressos, com valores que chegavam a até R$ 2,1 mil. A prática já é considerada ilegal.
A apuração ganhou contorno quando a intermediária recorreu à Justiça afirmando ter sido vítima de calote por parte de Mara e de outro dirigente; um áudio divulgado pela imprensa mostra ambos pressionando a intermediária a retirar a ação, além de confessar que se tratava de um esquema clandestino.
Após a divulgação, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos no SPFC.
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