Representantes de associações municipalistas de seis estados reuniram-se nesta sexta-feira (30), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no CAB, em Salvador. O objetivo foi discutir a criação de critérios para a contratação de atrações musicais nos festejos juninos, buscando mais controle sobre os custos e a proteção do orçamento público para áreas como saúde e educação.
Durante o encontro, foram debatidas formas de conter o aumento dos custos das bandas e preservar o orçamento público destinado a áreas como saúde e educação. O presidente da UPB, Wilson Cardoso (PSB), informou que a iniciativa para estabelecer parâmetros de preços já está em andamento. “Esse movimento já se tornou do Nordeste. Os nove estados estão neste processo. Presidentes de associações estaduais já confirmaram participação. A ideia é evitar que saia daqui e vá inflacionar Pernambuco, Alagoas ou outros estados. É uma ação integrada do Nordeste”, defende Cardoso.
A promotora Rita Tourinho, do Ministério Público, ressaltou que o Painel dos Festejos Juninos do MP tem registrado aumentos anuais nos valores cobrados pelos artistas. Ela explicou que o foco não é intervir no mercado privado, e sim definir limites de pagamento por parte da administração pública. “O que está se buscando é critérios para limitar esses aumentos. Não significa o controle do mercado privado. A questão é: qual o limite de pagamento por parte da administração pública”, refletiu.
Os gestores presentes, representantes de entidades da Paraíba (FAMUP-PB), Ceará (Aprece), Alagoas (AMA), Rio Grande do Norte (FEMURN), Sergipe (FAMES) e Piauí (APPM), relataram a pressão social pela realização de festas e a dificuldade de conciliar esses eventos com a responsabilidade fiscal. Ao final, ficou definida uma nova reunião com órgãos de controle para a próxima quarta-feira (4). O grupo pretende elaborar orientações conjuntas para a organização financeira e a contratação de atrações para os festejos de 2026.
Como você vê esse equilíbrio entre contratos de atrações e responsabilidade fiscal? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Facebook Comments