Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara, anunciou neste sábado (31) sua pré-candidatura à presidência da República pelo Democracia Cristã (DC). O político alagoano, natural de Viçosa, tem 69 anos e recentemente rompeu com a esquerda, segmento em que atuou por boa parte da carreira.
Ao longo de seis mandatos, Rebelo foi deputado federal e presidiu a Câmara entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007, destacando-se pela articulação para a aprovação do Novo Código Florestal Brasileiro.
Durante governos de esquerda, ocupou cargos de destaque. No primeiro mandato de Lula (2004-2005), atuou como ministro da Secretaria de Coordenação Política, saindo para concorrer à presidência da Câmara após a renúncia de Severino Cavalcanti.
Na gestão de Dilma Rousseff, foi ministro do Esporte (2011-2015); no segundo mandato (2015-2016) ocupou os cargos de Ciência e Tecnologia e, posteriormente, Defesa, até ser afastado durante o processo de impeachment.
A sua pré-candidatura foi anunciada com discurso voltado ao reequilíbrio entre os Poderes e críticas ao Judiciário. Rebelo afirmou que o Brasil precisa “remover obstáculos institucionais” e enfatizou que sua crítica não mira pessoas, mas o funcionamento institucional, dizendo que o STF não pode ficar acima dos demais.
Rebelo também citou decisões do STF como exemplos de conflito com o Legislativo, mencionando o marco temporal. Ele lembrou ter passado 24 anos na Câmara sem contestar esse entendimento.
Em sua visão, o choque entre decisões dos dois Poderes gerou insegurança: “O Congresso aprovou uma norma, dizendo que o marco temporal estava em vigor, e o Supremo revogou essa norma.”
No fim de 2023 e ao longo de 2024, Rebelo teve atrito com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ameaçou de prisão por desacato durante depoimento como testemunha no caso envolvendo Garnier Santos; Rebelo respondeu “Estou me comportando”.
Quanto aos cenários eleitorais, Rebelo tem sido indicado em pesquisas da Paraná Pesquisas, aparecendo em cenários com Lula e Bolsonaro em posições de penúltimo lugar. Em um cenário com Lula, Bolsonaro, Ratinho Júnior, Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, ele obtém 1,1%; substituindo Flávio Bolsonaro por Tarcísio de Freitas, sobe para 1,4%.
O Democracia Cristã, criado em 1997 como Partido Social Democrata Cristão, mudou de nome e teve Eymael à frente por décadas. Desde 2025, o DC é presidido por João Caldas, alagoano como Rebelo, pai de João Henrique Caldas (JHC), atual prefeito de Maceió, e marido da senadora Eudócia Caldas, que assumiu o cargo em dezembro de 2024.
Essas informações mostram o atual estágio do Rebelo como figura pública dentro do DC, que busca ampliar espaço no cenário nacional, mesmo diante dos desafios apresentados pelas pesquisas.
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