O Campeonato Baiano Feminino de Fut7 2026 começou no último sábado, reunindo 12 equipes da Região Metropolitana de Salvador e sinalizando não apenas disputa esportiva, mas um movimento de consolidação da modalidade na Bahia com valor de mercado e força técnica.
A competição ocorre na Arena Costa Verde, em Piatã, com três grupos de quatro equipes. As partidas acontecem simultaneamente nos dois campos do complexo, nos horários de 9h, 10h20 e 11h40, e o formato promete seguir pelos próximos dois fins de semana para definir os classificados às etapas seguintes.
Na abertura, o Grupo A teve Mancha Verde 1 a 0 sobre o BEC, e Laura Rodrigues venceu Amigas Fut7 por 2 a 1. Pelo Grupo B, Fúria derrotou Real Itapuã por 3 a 2, enquanto Vakanda goleou CFFB por 7 a 2. Já no Grupo C, Cajacity e Resiliência empataram em 2 a 2, e Remo derrotou EBF por 13 a 0, resultado destacado da rodada.
O momento técnico amadurece com o que a Federação de Futebol 7 da Bahia (FF7BA) chama de evolução no futebol feminino. A entidade aponta melhor preparo físico, organização tática e um calendário mais estável como reflexos diretos de um planejamento voltado à valorização da modalidade.
Equipe antes de jogo no Baiano Feminino de Fut7 2026 | Foto: Divulgação/FF7BA
Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da FF7BA, Adriano Rebello, descreveu diretrizes para 2026 e apontou uma mudança estrutural no tratamento do feminino dentro da modalidade.
“Nossas projeções para este ano são ambiciosas, mas sólidas. A federação não enxerga mais o feminino como um anexo do masculino, mas como um produto próprio, com valor de mercado e força técnica.”
Ele reforçou que a meta principal é garantir estabilidade às atletas e às equipes, por meio de um calendário contínuo e previsível capaz de manter o nível competitivo ao longo da temporada.
“O foco principal de 2026 é a estabilidade. Queremos calendars cheios. Com parceria com a Sudesb e a transmissão de grandes jogos pela TVE, nossa meta é tornar o Fut7 feminino baiano o mais assistido do Nordeste. Estamos projetando levar clínicas e seletivas para além da Região Metropolitana, porque o talento na Bahia é vasto e 2026 é o ano de garimpar essas joias no interior.”
Outro pilar do planejamento é a sustentabilidade financeira da categoria. A FF7BA trabalha para atrair patrocinadores específicos, ampliar premiações e oferecer melhores condições para manter os elencos ao longo do ano. “Estamos buscando patrocínios exclusivos para o feminino, com prêmios mais atrativos e ajudas de custo que permitam às equipes manterem seus elencos.”
Além do aspecto esportivo, a competição carrega uma dimensão social. A FF7BA desenvolve uma campanha de prevenção à violência contra a mulher em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), considerada essencial para ampliar o alcance simbólico do torneio. “A parceria com a SPM dá um propósito maior ao troféu, marcando a luta pela prevenção.”
Calendário de 2026 A FF7BA estruturou o ano em quatro pilares competitivos. O Baiano é o carro-chefe, definindo hegemonia estadual e ditando o ritmo do ano. Além dele, estão previstas a Copa Governador, voltada à excelência técnica e à relação com o poder público; a Copa Salvador, para as comunidades da capital; e a Copa Bahia, que busca integrar equipes de diferentes regiões e internalizar a modalidade no interior.
Ainda em fase inicial, o Baiano Feminino de Fut7 2026 demonstra maturidade esportiva e institucional, sugerindo um projeto de longo prazo para posicionar o futebol 7 feminino na Bahia como referência regional, dentro e fora das quatro linhas.
E você, leitor, como enxerga o papel do futebol feminino na Bahia? Deixe sua opinião nos comentários e acompanhe a evolução do Fut7 feminino na região.

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