“Vou morrer, Deus”: mulher confundida com ladra foi baleada já no chão. Veja vídeo

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Em Samambaia, no Distrito Federal, a noite de 4 de janeiro de 2026 ficou marcada por uma confusão que confundiu Cléia Maria da Silva, 44, e Thiago Soares, 40, com assaltantes. Baleados por militares à paisana, eles não eram suspeitos e já estavam fora do crime. A Polícia Civil reconheceu o erro e revogou a prisão dos dois no dia seguinte, conforme reportado pelo Metrópoles.

Segundo o relato, por volta das 22h, dois homens tentaram assaltar a panificadora Fornalha Premium, na QS 118, em Samambaia. Uma funcionária pediu ajuda em um supermercado próximo, e dois militares da reserva, Zedequias Augusto Nunes, 56, e Haroldo Noleto, 52, foram ao local para impedir o crime. O suspeito fugiu; o segundo ficou na padaria. Em cerca de dez minutos, Cléia e Thiago passaram a fazer parte da história quando o atirador correu para a moto de Thiago e os tiros atingiram os três, segundo os relatos.

Três dias depois, a PCDF reconheceu que CléIA e Thiago não eram assaltantes e solicitou a revogação da prisão preventiva. A Justiça do DF revogou a detenção no dia seguinte, já que o casal havia passado quatro dias em presídios da capital. A defesa ressaltou que a presença dos dois no cenário do crime ocorreu apenas por coincidência temporal.

No que diz respeito aos danos, Cléia foi atingida no glúteo e nas costas, com uma bala atravessando o corpo. A cirurgia foi invasiva, houve hemorragia interna, necessidade de transfusões e a montagem de uma bolsa de colostomia. Hoje, ela enfrenta sequelas físicas e emocionais, com dificuldade para dormir e medo de sair de casa. Uma das balas permanece alojada no reto, segundo relato da vítima. A vida de Cléia mudou completamente; ela é mãe de três filhos e diz que não merecia o que aconteceu.

Thiago, também ferido, ainda busca falar publicamente apenas quando se sentir pronto. Enquanto isso, os dois passaram por semanas difíceis entre hospital, prisão e recuperação. Os advogados Amália Correia e Issa Victor Nana afirmam que já acompanham o caso e avaliam medidas para responsabilizar os militares que atiraram, caso o processo seja arquivado, com a possibilidade de reabertura do caso.

A defesa aponta indícios fortes de crimes na atuação dos atiradores e ressalta a necessidade de apuração no âmbito cível e criminal. O Metrópoles tentou ouvir as defesas de Zedequias Augusto Nunes e Haroldo Noleto, sem sucesso. O espaço permanece aberto para manifestações.

Galeria de imagens do caso

“Leito de morte e cadeia” resume a trajetória de Cléia desde o hospital até a Colmeia. Ela não conseguiu evitar o cárcere temporário e, mesmo após a revogação, ainda convive com a recuperação física e o trauma emocional. Hoje, além da dor física, ela precisa responder às perguntas da família e manter o equilíbrio da casa, enquanto busca respostas para o ocorrido.

Conclui o material: embora haja reconhecimento de erro, as consequências para a vida da vítima e de Thiago permanecem, e a defesa promete seguir na linha de responsabilização dos responsáveis. E você, qual é sua avaliação sobre a atuação inicial das autoridades diante de uma situação de alto risco? Deixe seu comentário abaixo e participe da discussão.

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