PM que matou cachorro durante discussão com vizinha na Bahia vai a júri popular

Escrito por: Diógenes Cunha

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Meta descrição: Justiça determina levar à júri popular um policial militar de Teixeira de Freitas por tentativa de homicídio contra a tutora de cães, em um episódio de 2015 registrado por câmeras. Caso tramita há quase 11 anos, com prescrição do crime contra o cão e possibilidade de recurso. Palavras-chave: júri popular, Teixeira de Freitas, policial militar, ataque a cães, Bruna Holtz.

A Justiça determinou que um policial militar denunciado por atirar contra uma vizinha e os cães dela seja submetido a júri popular em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul. A decisão, publicada recentemente, ocorreu quase 11 anos após o crime e ainda cabe recurso. O réu é o então tenente da Polícia Militar Wilson Pedro dos Santos Júnior, que responde pelos crimes de tentativa de homicídio contra a tutora dos animais e pelo ataque aos cães.

Conforme as investigações, o tenente teria se irritado após os animais urinarem no gramado da residência dele, localizada em um condomínio da cidade. O episódio ocorreu no dia 13 de junho de 2015. Um dos cães atingidos pelos disparos não resistiu e morreu, enquanto o outro conseguiu ser salvo.

Na decisão, o juiz Gustavo Vargas Quinamo entendeu que há elementos suficientes para levar o réu a julgamento pelo Tribunal do Júri, classificando o caso como tentativa de homicídio contra a tutora dos animais. Em relação ao crime praticado contra o cão, o magistrado reconheceu a prescrição. A data da sessão do júri ainda será definida, e o policial militar responde ao processo em liberdade.

As imagens registradas por câmeras de segurança do condomínio mostram o momento do ataque. Nas gravações, a mulher é vista caminhando com dois cães quando ocorre a ação. Um dos animais recebe múltiplos disparos, enquanto o outro consegue ser salvo momentaneamente.

Após o ocorrido, Bruna Holtz, advogada tributarista e tutora dos cães, e o marido dela, Bruno Medeiros, deixaram o imóvel por receio de represálias. O policial foi afastado de suas funções, mas não há informações públicas sobre sua situação funcional na corporação.

E você, o que acha dessa decisão de levar o caso a júri popular? Acredita que a atuação de um policial militar assim merece julgamento pela vida de um animal e pela segurança da vizinhança? Compartilhe sua opinião nos comentários e deixe seus pontos de vista sobre o tema.

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