Solenidade do 8 de janeiro começa com gritos de “sem anistia” e ausência de presidentes da Câmara, Senado e do STF

Escrito por: Diógenes Cunha

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Por volta de 11h10, uma solenidade em Brasília lembrou os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos três poderes foram invadidas. A cerimônia contou com a presença de ministros, autoridades de governo e representantes de movimentos sociais, mas a participação de parlamentares foi reduzida, com ausências de Davi Alcolumbre e Hugo Motta. Alguns governadores marcaram presença, como Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas e Fátima Bezerra.

No palanque, ficaram líderes do governo no Senado, Jaques Wagner, na Câmara, deputado José Guimarães, e no Congresso, Randolfe Rodrigues. A presença de deputados e senadores na solenidade foi discreta.

Ao lado do presidente Lula estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria Geral) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação), além da primeira-dama Janja. O presidente do STF não compareceu.

O primeiro a falar foi o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Ele abordou os graves acontecimentos de 8 de janeiro e a defesa da democracia. “Embora as nossas instituições tenham, a muito custo, conseguido debelar a intentona, é preciso ter sempre em mente a célebre advertência de Thomas Jefferson: o preço da liberdade é a eterna vigilância. A solenidade de hoje, que vem sendo repetida todos os anos, tem justamente este propósito, de recordar a todos que é preciso permanecer unidos e vigilantes em defesa de nossa liberdade, a duras penas resgatadas”, disse Lewandowski, recebendo ao final um abraço de Lula.

Em síntese, o ato destacou a importância da defesa da democracia e a necessidade de vigilância constante das instituições, marcado pela presença de dirigentes do governo e de autoridades locais, mesmo com a baixa participação de parlamentares.

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