Ataques coordenados de rebeldes separatistas no Baluchistão, região sudoeste do Paquistão, deixaram ao menos 125 mortos, entre civis, agentes de segurança e militantes, incluindo três agressores suicidas.
Baluchistão é uma região pobre que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão. O subsolo abriga minerais e hidrocarbonetos, o que eleva a tensão na área.
O ISPR, braço de comunicação das Forças Armadas paquistanesas, informou que os ataques ocorreram em várias localidades, incluindo Quetta, a capital provincial, e Gwadar.
O Exército de Libertação do Baluchistão, grupo separatista mais ativo, reivindicou a ofensiva, alegando ter atacado instalações militares, policiais e autoridades civis em ações armadas e atentados suicidas. Também bloquearam rodovias para dificultar a resposta das forças de segurança.
A ofensiva ocorreu um dia depois do Exército paquistanês anunciar a morte de 41 rebeldes do Baluchistão.
Segundo a AFP, os separatistas executaram ataques coordenados em mais de 12 locais, incluindo Quetta. Uma fonte militar em Islamabad confirmou os ataques e disse que foram coordenados, mas executados de forma medíocre devido ao planejamento falho dos insurgentes.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif elogiou as forças de segurança e prometeu manter a guerra contra o terrorismo até sua erradicação.
Em Quetta, moradores relataram explosões durante uma grande operação de segurança; muitas ruas ficaram desertas e lojas fechadas. Um morador citou a tensão vivida na cidade.
Nos últimos anos, os separatistas do Baluchistão intensificaram ataques contra paquistaneses de outras províncias e contra empresas estrangeiras do setor de energia. O ano de 2024 foi particularmente violento, com mais de 1.600 mortos, sendo quase metade soldados e policiais, segundo o Centro de Pesquisa e Estudos de Segurança de Islamabad.
O episódio ilustra o desafio de estabilizar a região, marcada pela pobreza e pelo potencial de recursos minerais e hidrocarbonetos.
Gostou da leitura? Compartilhe sua opinião sobre o impacto desse conflito no Baluchistão e o papel do governo na segurança da região nos comentários abaixo. Queremos ouvir você.

Facebook Comments